Eleições no Chile: independentes e esquerda são maioria; direita sai enfraquecida

A apuração dos resultados das eleições constituintes do Chile realizadas neste domingo (16/06) ultrapassou os 80% por volta das 23h e indica que os partidos de oposição e os candidatos independentes terão maioria na Assembleia que escreverá uma nova Constituição no país.

Com 81,64% das urnas apuradas, as 83 listas de candidatos independentes somadas angariam mais assentos do que as três listas que abrigam os maiores partidos do país. Juntos, os candidatos independentes somam 46 cadeiras na Assembleia.

A lista da direita, Vamos por Chile, que reúne os partidos governistas, aliados do presidente Sebastián Piñera, aparece com a segunda maior votação, com 20,88%, o que seria suficiente para conquistar 39 assentos.

O número, entretanto, ainda não é suficiente para que esse bloco alcance um terço da Assembleia Constituinte, limite necessário para ter direito a veto na Casa que será composta por 155 parlamentares. Para aprovar a nova Carta Magna será necessário uma maioria de dois terços.

A lista da esquerda, Apruebo Dignidad, por sua vez, aparece com votação expressiva, somando mais de 18,58% dos votos, angariando 28 cadeiras. O bloco reúne partidos da Frente Ampla e o Partido Comunista do Chile.

Os partidos de centro-esquerda, reunidos na Lista del Apruebo, aparecem logo atrás, com 14,64% dos votos, o que daria direito a 25 assentos. Esse bloco reúne o Partido Socialista e outros que integram a Nova Maioria durante o governo da ex-presidente Michelle Bachelet.

Após a apuração atingir os 80%, o presidente Sebástian Piñera realizou um pronunciamento do Palácio La Moneda e admitiu a derrota sofrida pelos partidos governistas.

Fonte: Sul 21

Imagem: Sul 21

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