‘Para a sociedade, é como se fosse um animal que tivesse morrido’, diz Telma Taurepang

Telma: O que é prioritário para a mulher indígena, especialmente no Sul, é a terra. No Norte, nós temos terra, temos como plantar. E o Sul que é empurrado pelo agronegócio? Ele é empurrado para o extermínio e é empurrado para os conflitos. E aí cabe ao poder municipal, estadual e federal. E aí, o nosso poder maior, que é o federal, que poderia ajudar a nível estadual e a municipal, é um descaso.

Como iremos fazer? Qual a estratégia hoje? Eu já falei que precisamos ter uma estratégia para as vidas futuras. Se continuar como está, cada vez mais, a situação fica difícil, porque quando um governante diz que não demarca um milímetro, ele vai fazer o que? A tendência é destruir. “Ah, vamos integrar”. Integrar o quê? Em que, de fato? A destruição? É isso que é uma integração? Então, assim, a cada dia passamos por momentos difíceis.

Os assassinatos e os feminicídios que acontecem dentro dos territórios se agravaram muito mais com a pandemia. Eu só acredito que as mulheres estão se articulando muito bem, buscando estratégias entre nós, para que a gente consiga parar esse rolo compressor de destruição.

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Fonte: SUL 21

Imagem: SUL 21

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