Projeto Beats-e-Tambores do Sul realiza espetáculo “A busca da batida CABOBU” em live no Teatro Sete de Abril

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Pocket-show da iniciativa politico-cultural BT-Sul será no histórico Teatro Sete de Abril e transmitido ao vivo pelas redes sociais do projeto no dia 07 de julho às sete da noite

Uma célula rítmica nossa. Uma métrica musical distintiva. Um tambor pra com orgulho se dizer que é daqui.

O sopapo no centro da busca da nossa “cabobu” não quer encontrar a batida perfeita, mas afirmar a cor local, produzir sentido para discursos políticos, reconhecer e fortalecer identidades e liberdades nossas. Mas qual é afinal essa estética rítmico-poética própria deste nosso extremo sul brasileiro? Qual é o nosso beat? Que batida tocamos? Quem, onde e como as expressam? Por que isso importa?

A geração de conexões estético-políticas a partir de trocas da cena/movimento hip hop do extremo sul brasileiro com seus saberes e tradições percussivas locais, centralizado no tambor de sopapo, é um dos objetivos do processo BEATS-E-TAMBORES DO SUL (BT-Sul).

O Projeto  Beats e Tambores faz parte da programação cultural da festa virtual do aniversário de 209 anos da cidade de Pelotas, promovida pela pela Secretaria de Cultura do município (Secult) para realizar no dia 07 de julho, precisamente às sete da noite, um pocket-show de experimentos sonoros entre nosso beat e a nossa batida, com transmissão ao vivo do interior do histórico Teatro Sete de Abril, com sua aguardada reforma por fim quase completa, nas redes sociais @beatsetamboredosul (instagram, facebook e youtube).

SOPAPO PARA ALÉM DE SÓ PAPO

O evento representa a continuidade de um processo, iniciado em 2019, de experimentos sonoros e debates sócio-identitarios entre estes dois campos político-culturais da cidade. Uma ampla e ativa cena/movimento ao redor do tambor de sopapo, “o grande tambor pelotense”, justifica e provoca a necessidade de interações com o também extenso universo do hip hop local, tendo presente a mesma matriz afro.

Beats-e-Tambores busca projetar essas duas cenas existentes no extremo sul através do estimulo à organização entre os saberes percussivos e os saberes do hip hop para demonstrar a força da identidade afrogaúcha em específico, ainda bastante invisibilizada em nível nacional, e do conceito de  ‘articulações subalternas’ em geral, tal como vem sendo elaborado pelo jornalista, escritor e dr. em ciência politica Aleksander Aguilar Antunes, idealizador e coordenador do processo BT-Sul, que atualmente é pesquisador pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Política Social e Direitos Humanos da UCPel, onde se estruturou a iniciativa.

“Não é qualquer cidade que pode dizer que tem um tambor pra chamar de seu.  Mais que um instrumento musical, o sopapo é uma ferramenta pedagógica e de organização social e politica. O Sopapo e o Hip Hop são hoje as duas cenas/movimentos de culturas urbanas mais potentes em Pelotas. E por toda a força simbólica e histórica que o nosso sopapo carrega, esse tambor precisa deixar de ser só papo e ser tocado, escutado e retroalimentado com várias linguagens artísticas por todo o povo da princesa negra do sul. A iniciativa BT-Sul espera contribuir a essa potência”, opina Aguilar-Antunes.

O Festival Musical CABOBU, no ano 2000, em Pelotas, por iniciativa do músico e mestre griô Giba-Giba, foi um momento-marco da (re)articulação desse tambor como representante de um processo de constituição identitaria-ideológica afro-sul-riograndense. Esse evento apresentou e fomentou o ritmo “cabobu‟, que Giba-Giba defendia como a “cor rítmica” adequada ao sopapo e que deveria ser apropriada e promovida localmente. O cabobu (ritmo), e o CABOBU (festival), foram concebidos por Giba-Giba para homenagear aqueles que para ele foram os mais exímios e importantes tocadores de sopapo. Da junção da primeira sílaba dos apelidos de cada um – CAcaio, BOto, e BUxa – foi que se originou o nome. Hoje Pelotas  é formalmente a “cidade do tambor de Sopapo” (decreto municipal nr. 6130/2018).

Sopapo e Hip Hop em experimento live

A atividade, em coerência com a atual conjuntura pandêmica, não terá público, mas será transmitida ao vivo do histórico Teatro Sete de Abril, fechado para reforma completa há mais de uma década e por fim em fase de finalização (previsão de entrega para ano). Em cerca de 50 minutos de duração, a participação de dois sopapeiros em interação com artistas locais de cada um dos elementos da cultura hip hop (DJ, MC´s, B-boy/B-girl, e Grafitti) em experimento sonoro-visual através de duas faixas musicais. Ainda, roda de conversa de curta duração entre os integrantes do espetáculo para aprofundar os objetivos e justificativas da iniciativa BT-Sul.

Na equipe artística, Sopapo 01: Dilermando Freitas; Sopapo 02: Ademir Belchior; MC 01: Mano Rick; MC 02: Johnguen; DJ: Luan 312; Graffiti: GAS; B-boy: Lucas Falcão; B-girl: Francine Lemos

O evento BT-Sul neste aniversário de 209 anos da cidade conta com o apoio da Universidade Católica de Pelotas, Biapó Engenharia e Prefeitura Municipal de Pelotas.

SERVIÇO:

O que: Live (transmissão ao vivo na internet) da pocket-show BEATS-E-TAMBORES DO SUL | “A busca da batida CABOBU”

Quando: dia 07 de julho 2021, às 19h07m

Onde: transmissão via redes sociais do projeto @beatsetamboredosul (instagram, facebook e youtube) de apresentação no Teatro Sete de Abril

MAIS INFORMAÇÕES?

Idealizador e coordenador : Aleksander Aguilar-Antunes: @aguilarantunes (81) 99847 9399

Produtora executiva: Renata Pinhatti @renatapinhatti (53) 99193 4782

EQUIPE TÉCNICA:

Design gráfico: Emerson Ferreira @emerson.nativu

Mídias sociais: Carol Pereira @carol.tpereira

Sonorização: Davi Batuka @davibatuka

Iluminação: Cia dos Técnicos

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