29M em Pelotas: ato, pelo Fora Bolsonaro, tem boa adesão na cidade

Cumprindo todos os protocolos de segurança, para evitar a contaminação pelo coronavírus, a população de Pelotas, incluindo representações de entidades sindicais e movimentos sociais, estiveram realizando o #29M, pelo Fora Bolsonaro, em frente à Prefeitura, na Praça Coronel Pedro Osório. As manifestações, que estão ocorrendo em todo o país, reivindicam vacina para todos e todas e denunciam a política genocida do governo, que sempre esteve pautada pelo negacionismo.

Dentre as diversas falas que ocorreram, durante o ato, com o microfone sendo higienizado, a cada nova manifestação, a comunidade de Pelotas também cobrou que os governos municipal e estadual estejam atentos às necessidades da população gaúcha, repudiando a política de privatização de Eduardo Leite (PSDB), que, hoje, mira na venda da Corsan, do Banrisul e da Procergs. A prefeita Paula também foi questionada, devido à mudança constante de posição quanto às medidas de contenção da crise sanitária, no município, que já passou da marca de 800 vidas perdidas.

Representando o Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região, o diretor Lucas Cunha, que é empregado da Caixa ressaltou que é preciso se conscientizar do momento que estamos vivendo, porque, só assim, será possível mudar os rumos da crise sanitária e salvar vidas. “Esse governo combinou de nos matar, mas nós combinamos de não morrer mais calados a partir de agora”, desabafou.

Ao lembrar a categoria do grave momento que o país enfrenta, Lucas convidou as bancárias e os bancários, de Pelotas e Região, a cobrarem dos bancos a valorização do trabalho desempenhado, hoje, nas agências, já que os bancários estão atuando na linha de frente. “Os bancos seguem lucrando valores astronômicos, durante a Pandemia, e ainda não foram chamados para ajudar, de forma efetiva, a sairmos dela”, criticou.

De modo simbólico, os manifestantes, que passaram pelo local, espalharam algumas cruzes pela Praça Coronel Pedro Osório, expressando o sentimento de luto em relação à perda de amigos e familiares para a Covid-19. Ainda sem vacina para toda a população, o Brasil já ultrapassa 450 mil mortes. A demora na aquisição de vacinas tem sido apontada como o principal motivo para o aumento no número de casos e de óbitos, conforme tem apontado a CPI da Covid-19, no Senado, que investiga as ações e as omissões do governo federal no combate à Pandemia.

Fonte: Redação e fotos: Eduardo Menezes / SEEB Pelotas e Região

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