Falta de oxigênio causa morte de 14 pessoas em hospitais do Amazonas e do Pará

falta de oxigênio em unidades de saúde já causou a morte de 14 pessoas em municípios do Amazonas e do Pará. Nesta terça-feira (19), sete pacientes internados com covid-19 morreram no Hospital Regional de Coari, a 450 quilômetros de Manaus. Segundo a prefeitura, o município deveria ter recebido ontem (18) 40 cilindros de oxigênio. Mas a aeronave que levaria os cilindros acabou viajando para Tefé (AM) e ficou impossibilitada de retornar, já que o aeroporto não aceita voos noturnos.

A prefeitura de Coari responsabiliza a Secretaria de Saúde do estado por falhas de planejamento do estoque do insumo e diz que 200 cilindros do hospital regional estão retidos pela Secretaria da Saúde. Parte deles aguardava abastecimento.

Com mais de 232 mil casos e 6,3 mil mortes, o Amazonas tem os hospitais lotados e oxigênio insuficiente para todos os pacientes. Situação tão grave que levou o governo da Venezuela a enviar carregamento de cilindros. O estado já mandou 115 pacientes para hospitais de outros estados desde a semana passada. 

Município do Pará sem oxigênio

Em uma unidade básica de saúde (UBS) do município de Faro, no oeste do Pará, sete pessoas de uma mesma família morreram entre ontem e hoje. Faltava oxigênio também no hospital municipal da cidade, conforme a prefeitura. Os cilindros não foram entregues a tempo.

A situação é mais preocupante na comunidade Nova Maracanã, com pelo menos 34 pacientes hospitalizados, dos quais oito estão em estado grave, precisando de UTI. Situação semelhante afeta os municípios vizinhos de Terra Santa (PA) e Nhamundá (AM).

Segundo o governo do Pará, chegaram ontem a Santarém 159 cilindros de oxigênio, que foram distribuídos para Oriximiná (79), Terra Santa (30), Faro (20) e Juruti (30), em caráter preventivo. 

Segundo a secretária municipal de Saúde de Faro, o aumento no número de casos da covid-19 e a falta de UTI dificultam o tratamento dos pacientes, que ficam dependendo de transferência para municípios.

Fonte: RBA Cida de Oliveira

Imagem: RBA

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