IBGE: Quase 70% das vítimas de trabalho infantil são pretas ou pardas

O trabalho infantil continua em trajetória de queda no Brasil, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta (17). Entre 2017 e 2019, houve uma redução de 16,8% do indicador. Apesar da melhora, 1,8 milhões de crianças e adolescentes com idades entre 5 e 17 anos ainda trabalhavam no ano passado.

Esse número corresponde a 4,6% da população nessa faixa etária. O percentual representa uma queda ante o observado na pesquisa anterior, de 2016, quando 5,3% das crianças e adolescentes se enquadravam nessa condição (2,1 milhões em termos absolutos).É considerado trabalho infantil toda atividade econômica ou de autoconsumo perigosa ou prejudicial à saúde e desenvolvimento mental, físico, social ou moral das crianças e que interfira na sua escolarização.

Atividades de autoconsumo envolvem quatro conjuntos de trabalho: cultivo, pesca, caça e criação de animais; produção de carvão, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material; fabricação de calçados, roupas, móveis, cerâmicas, alimentos ou outros produtos; e construção de prédio, cômodo, poço ou outras obras de construção. As estatísticas mostram que o problema atinge mais crianças e adolescentes pretas e pardas —elas representam 66,1% entre os que trabalham nessa faixa etária.

Fonte: DCM

Imagem: DCM

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