Leite vira as costas para professores e estudantes em situação de vulnerabilidade * Vídeo

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Atos, realizados em todo o estado, denunciam os impactos do fechamento de novas vagas em EJas, Neejas e cursos técnicos da rede estadual em plena pandemia

Na manhã de ontem, terça-feira, dia 15 de setembro, Pelotas registrou uma importante mobilização dos educadores públicos do Rio Grande de Sul. Reunidos em frente à 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), na rua Butuí, região central da cidade, os servidores públicos estaduais protestaram contra o fechamento de escolas e pediram a abertura de vagas nas modalidades de Educação de Jovens e Adultos (EJA), nos Núcleos Estaduais de Educação de Jovens e Adultos (Neejas) e nos cursos técnicos das escolas estaduais. Os protestos, que foram realizados por todo o estado, seguiram todos os protocolos de segurança, evitando aglomerações, com poucos representantes presentes, e todos fazendo uso de equipamentos individuais de segurança.

De acordo Sonia Solange Viana, que compõe a direção central CPERS – Sindicato dos Professores e Funcionários de escola do Estado do Rio Grande do Sul, que esteve presente no ato realizado em Pelotas, a manobra do Governo faz parte de um projeto maior, cujo objetivo final é a privatização. “A gente sabe que, por trás destas decisões, está o acordo do governo, com as Fundações, para deixar apenas para elas a responsabilidade da EJA e dos Neejas”, denuncia.

Segundo a dirigente sindical, o sucateamento das escolas que trabalham com o público direcionado às referidas modalidades, não é novo e já foi enfrentado pela categoria, mas, neste momento, mostra uma falta de sensibilidade ainda maior, considerando o momento vivenciado com a pandemia. “Nós seguiremos resistindo à privatização. Não aceitamos a exclusão da população pobre do acesso ao ensino, mesmo que tardio”, enfatizou Sônia.

Em Porto Alegre, o ato se deu em frente ao Palácio Piratini. Durante o protesto, o governador não teve coragem de encontrar – e ouvir – os trabalhadores, acessando o Prédio pela porta dos fundos. A diretora do CPERS lembra que a decisão do governador de não abrir vagas, justamente em modalidades que atendem uma parcela da população mais humilde e de menor poder aquisitivo, afronta um dos mais importantes preceitos constitucionais, que é o direito ao acesso à educação pública e de qualidade. Além disso, ela também denuncia que a não liberação de matrículas atinge diretamente os profissionais da educação. “A redução da carga horária e o remanejo dos professores acabam deixando muitos educadores à beira do desemprego”, alerta.

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Acompanhe a entrevista feita pelo programa Contraponto Repórter no dia do ato do 24º Núcleo do Cpers Sindicato,em frente à 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) em Pelotas/RS

Foto: Cpers-Sindicato

Fonte: Seeb Imprensa Pelotas / Vídeo RádioCom

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