Terapia Ocupacional tem atuação social intensa

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O curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Pelotas, desde o começo de suas atividades, em 2010, vem mantendo uma intensa atuação social na comunidade, através de diversos projetos. A graduação busca articular o ensino, a pesquisa e a extensão, visando uma formação profissional para atuação nas áreas da saúde, social e da educação.

O terapeuta se ocupa da realização de atividades, desde as mais simples, como escovar os dentes ou levar alimentos à boca, às mais complexas, como dirigir um automóvel ou dirigir uma empresa, promovendo, prevenindo, desenvolvendo, tratando, recuperando pessoas ou grupos de indivíduos que apresentam qualquer alteração na realização de atividades de autocuidado ou interação social, melhorando o desempenho funcional e reduzindo desvantagens.

Neste contexto, são desenvolvidos conteúdos e atividades sistematizadas para intervir em diversos cenários, com enfoque na educação interprofissional, habilitando os futuros profissionais para integrarem equipes multiprofissionais. Assim, dentro do curso são realizados alguns projetos que visam a comunidade da UFPel e fora dela.

Um dos projetos do curso que está em funcionamento é denominado como  Programa de terapia ocupacional em gerontologia – Progeronto. Esse programa, de acordo com sua coordenadora Zayanna Lindoso, visa beneficiar idosos residentes na comunidade por meio de ações e intervenções terapêutico-ocupacionais que visem a prevenção do declínio cognitivo, demências e demais processos patológicos (ou situacionais) que possivelmente podem acometê-los, além de promover a esta população um envelhecimento mais ativo, tendo como norteadores as políticas públicas específicas e as bases teóricas da Terapia Ocupacional.

O início das atividades foi no bairro Navegantes, em 2013, alguns meses depois passando a atender na UBS Fraget,  no Fragata, e se mantém por lá. Todas às sextas-feiras, das 15h às 16h, acontece o grupo de memória, do qual idosos participam.  Virginia Xavier é uma das participantes mais antigas do Progeronto e vê na oficina uma maneira de se distrair. “Uma turma muito boa, a equipe é ótima, sempre foi uma turma amiga passamos tardes bem divertidas”, diz.

A professora Camila Oleiro, do curso de Terapia Ocupacional e cooperadora do projeto, explica que o Progeronto tem a finalidade de atender os idosos na atenção primária de saúde, principalmente com foco no envelhecimento ativo e na prevenção do declínio cognitivo. A professora também afirma que nessa fase, o idoso tende a se afastar e não ser mais tão ativo e presente. Durante as oficinas é muito trabalhada essa questão da interação e os próprios participantes percebem isso. “Eu acho que é a possibilidade da gente estar com outras pessoas, tendo um aprendizado, renovando a memória, se comunicando. A equipe é muito atenciosa, atividades muito bem pensadas e desenvolvidas”, considera Angélica de Oliveira, participante do programa.

O aluno que participa dele seja como voluntário, bolsista ou estágio, tem a possibilidade de adquirir conhecimento e a vivência das contribuições da Terapia Ocupacional na Gerontologia. Como é o caso da Simone Coelho, estudante do curso e voluntária do Progeronto. “O projeto eu conheci no primeiro semestre da faculdade através da professora Zayanna. Eu me ofereci para ser voluntária porque gosto da gerontologia, dessa parte de geriatria. Eu gosto muito de participar desse projeto, é muito interessante e importante. O pessoal vem pra cá, se diverte e exercita a memória.”, afirma a estudante.

Além do Progeronto, o curso oferece diversos outros projetos como por exemplo o Viveneuro e o Procrescer, ambos coordenados pela professora Nicole Guarany.  Neles são atendidas crianças com atraso no desenvolvimento, prematuridade, autismo, paralisia cerebral e outras patologias, no ambulatório de Neurodesenvolvimento da UFPel e no Hospital Escola, respectivamente.

Outro projeto dentro do curso é o “Terapia Ocupacional Acessibilidade e Inclusão”, da professora Renata Rocha, que tem por objetivo garantir e aprimorar o acesso das pessoas com deficiência a todos os espaços, ambientes, ações e processos necessários para uma melhor qualidade de vida no desempenho ocupacional, buscando seu pleno desenvolvimento pessoal, social, acadêmico e profissional. Desenvolvem ações em diversos locais, como instituições que trabalham com essa população.

Os estudantes de Terapia Ocupacional também podem participar de outros projetos como o “Projeto integrado de ensino, pesquisa e extensão: acessibilidade, inclusão e sustentabilidade na Orquestra do Areal”, que acontece sob coordenação do professor Júlio Caetano e tem o intuito de ampliar a participação de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, no desenvolvimento do estudo de técnicas relativas aos instrumentos musicais disponíveis, bem como a musicalidade dos alunos, incentivando a formação de diferentes grupos musicais e ainda a formação da orquestra estudantil.

Fonte: UFPel

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