Rumo à greve Geral: 30M supera expectativas

Esta quinta-feira, dia 30, tinha tudo para ser mais um dia típico do mês de maio, em Pelotas. Mas o cenário sombrio, de uma tarde característica dos dias que antecedem a entrada oficial do inverno, deu lugar ao calor humano que tomou conta das ruas centrais da cidade. Concentrados no largo do Mercado Público desde o início da tarde, estudantes, trabalhadores da educação e aposentados estiveram, novamente, mobilizados contra os cortes na educação e os ataques à Previdência.

Choveu – e choveu muito -, em Pelotas, mas não foi “fake news”, como sugere o atual ministro da educação, Abraham Weintraub, em seus arroubos autoritários, devido a dificuldade em aceitar o contraditório. O #30M, em Pelotas, repercutiu o que se passou em todo o país. Mas foi além. Questionou o governo Eduardo Leite, que ainda não tomou nenhuma medida para solucionar a triste realidade enfrentada pelos trabalhadores da educação, há quatro anos sem reajuste e com salários parcelados há 38 meses. Também lembrou a falta de uma política educacional, no município, que valorize os professores, pagando o piso, conforme determina a legislação.

O governo, que, hoje, tenta atrelar a não aprovação da reforma da Previdência, nos moldes propostos pelo governo, aos cortes nas instituições federais de ensino, terá de recuar. A Greve Geral do dia 14 de junho será grande. O movimento, que é nacional, conseguiu unificar as bandeiras de luta. Afinal, defender a educação pública e a aposentadoria digna é de interesse de toda a população, independente da identificação político-partidária. Todos os grupos políticos que se recusam a aceitar o desmonte do Estado brasileiro têm ocupado as ruas e deixado bem claro o descontentamento com os rumos que o país está tomando.

Apenas em Pelotas, caso seja mantida a “política de contingenciamento” imposta pelo governo Bolsonaro, a UFPel e o IFSul fecharão as portas a partir de setembro, sem recursos suficientes para pagar contas básicas – como água e luz – e, também, sem dispor de verbas para manter os serviços de limpeza e segurança, que são terceirizados. O cenário caótico, enfrentado por todo o país, só pode ser revertido com muita mobilização. Dia 14 de junho é dia de Greve Geral. Em defesa da educação pública e de qualidade, contra a retirada de direitos e em defesa de uma aposentadoria digna e para todos os brasileiros.

Fonte: SeebPelTexto e foto Eduardo Menezes

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