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Raquel Gil, diretora do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região, destaca a saúde mental como principal tema da Campanha Nacional 2024

Raquel Gil, diretora do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região, destaca a saúde mental como principal tema da Campanha Nacional 2024

Em entrevista ao Programa Contraponto, da RádioCom, a dirigente sindical disse que é preciso ir além das pautas econômicas

A Campanha Nacional dos Bancários teve início nesta terça-feira, dia 18 de junho, com a entrega da minuta de reivindicações da categoria à Fenaban. O documento decorre não só dos encontros e conferências que ocorreram, tanto à nível estadual quanto regional, mas, também, dos resultados obtidos com a Consulta Nacional dos Bancários, que contou com a participação de mais de 40 mil trabalhadores e foi validada durante a 26ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.

Segundo Raquel Gil de Oliveira, que é diretora do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região e também da Fetrafi-RS, a pauta de reivindicações, da Campanha Nacional 2024, deixa claro que a principal reivindicação da categoria é uma atenção maior à saúde bancária. “O reconhecimento do trabalho dos bancários, na geração do lucro para os bancos, é uma pauta fundamental, mas a saúde da categoria está ligada à questão financeira, porque o adoecimento dos nossos colegas parece não ter mais limites”, denuncia.

Raquel também lembra que o movimento sindical lutou muito para incluir a Lesão por Esforço Repetitivo e o Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (LER/DORT), na metodologia do INSS, que tem por objetivo identificar os acidentes e as doenças decorrentes do trabalho nos bancos. “Foi uma grande luta por conta da dedicação que nós temos nesta pauta da saúde e, passado esse momento, no qual a gente conseguiu regulamentar muitas questões relacionadas às LER/DORT, começamos a vivenciar este fenômeno, em maior escala, do adoecimento mental dos nossos colegas, mas este fenômeno nunca havia sido tratado como um evento social resultante das relações de trabalho, como nos mostram os estudos, hoje, sendo a nossa categoria uma das mais adoecidas”, ressalta.

Raquel também lembra que o movimento sindical lutou mito para incluir a Lesão por Esforço Repetitivo e o Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (LER/DORT) na metodologia do INSS que tem por objetivo identificar os acidentes e as doenças decorrentes do trabalho nos bancos. “Foi uma grande luta por conta da dedicação que nós temos nesta pauta da saúde e, passado esse momento, no qual a gente conseguiu regulamentar muitas questões relacionadas às LER/DORT, começamos a vivenciar este fenômeno, em maior escala, do adoecimento mental dos nossos colegas, mas este fenômeno nunca havia sido tratado como um evento social resultante das relações de trabalho, como nos mostram os estudos, hoje, sendo a nossa categoria uma das mais adoecidas”, ressalta.

Para se ter uma ideia, o índice de adoecimento mental e de suicídio da categoria bancária, hoje, supera o mesmo índice em relação a qualquer outra categoria de trabalhadores do país. De acordo com os dados de uma pesquisa realizada entre os anos de 1996 e 2005, pela Universidade de Brasília (UnB), o índice era de um caso de suicídio envolvendo trabalhadores bancários a cada 20 dias. Já o Relatório Mundial de Saúde Mental da OMS, publicado em junho de 2022, indica que a principal causa dos afastamentos entre os bancários é o adoecimento mental, duplicando o número de casos em apenas dez anos.

Redação: Eduardo Menezes


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