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Moradores do Laranjal cobram agilidade na retirada de entulhos

Moradores do Laranjal cobram agilidade na retirada de entulhos

Lixo acumulado com a limpeza das casas afetadas pela enchente causa preocupação

A praia do Laranjal foi a localidade mais afetada pela enchente de maio, em Pelotas. No auge das cheias, o nível da Lagoa dos Patos chegou a 2,79 metros, atingindo ruas que não haviam sido mapeadas pela Prefeitura. Diferente da expectativa de muitas pessoas, a baixa no nível das águas, registrada nesta primeira quinzena de junho, não representou uma suposta “volta à normalidade”, mas uma tentativa de retomada, na vida dos moradores do bairro, que, agora, enfrentam uma luta diária para que o poder público agilize a limpeza do local e proceda com a devida recuperação das ruas que ficaram mais prejudicadas.

Morador da Avenida Senador Joaquim Augusto de Assunção, via por onde passa o transporte público, Samir Santos criticou a demora na retirada dos entulhos. Nesta segunda (17), completou 10 dias que os moradores procederam com a limpeza de suas residências, conforme orientação da Prefeitura, mas ainda estão convivendo com um acúmulo muito grande lixo. Além disso, problemas antigos, como a manutenção das vias, se intensificaram neste cenário pós-enchente. “A gente tenta contato com Prefeitura. Eu mesmo já liguei para lá diversas vezes, pedindo que seja realizado um aterramento, aqui, mas não adianta. É sempre a mesma coisa”, reclama.

Em abril deste ano, a Prefeitura fez o anúncio de cinco avisos de licitação, que totalizam um investimento de mais de R$ 20 milhões, financiados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), contemplando a melhoria de diversas vias da cidade, incluindo a pavimentação da Avenida Senador Augusto Assumpção. A expectativa dos moradores é que esta obra seja realizada o mais breve possível, sobretudo porque os problemas com a chuva não são novos, mas atingiram graves proporções com o evento climático que abalou todo o Estado do Rio Grande do Sul.

“Antes dessa tragédia toda, eu estava fazendo uma rampa, porque, normalmente, a água que empoça, aqui, na frente, com a falta de manutenção, entra toda dentro da minha casa. Eles pediram que eu fizesse a calçada com 3 metros de altura, que o resto seria trabalho do poder público, mas até agora nada”, queixa-se Santos.

Decidido a entregar a casa que aluga, o morador Carlos Alves questiona não apenas a lentidão da Prefeitura, mas, também, os impactos que essa demora pode ocasionar do ponto de vista da saúde pública. “Já estamos há quase duas semanas nesta situação e não foi feito nada. Com esse acúmulo de lixo, a nossa preocupação é com as doenças, porque já está chovendo novamente e as crianças, principalmente, ficam expostas, a tudo isso. Está inviável seguir morando no Laranjal”, lamenta.

Redação e foto: Eduardo Menezes


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