Na UFPel, 34 bolsas podem ser atingidas por cortes na Capes

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Na segunda-feira (2), em ofício, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou um novo corte em bolsas de pós-graduação. Com a medida, seriam afetados os programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado já a partir de setembro. Na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o corte pode significar uma diminuição de 34 bolsas até o final de 2019.

Conforme o coordenador de Pós-Graduação, Rafael Vetromille, estão previstas, entre os bolsistas, 14 defesas de mestrado, oito de doutorado e o término da vigência de 12 pós-doutorados no período de setembro a dezembro de 2019. Como a medida do governo federal afeta a concessão de novas bolsas, após as defesas esses benefícios não iriam para novos pesquisadores. 

O coordenador salienta que, apesar da Capes afirmar que o corte representa 1,94% do financiamento total do órgão, na UFPel o percentual atingido seria maior: 3,7% no mestrado, 2,2% no doutorado e 17,6% no pós-doutorado, o que classifica como “resultado da falta de critério na aplicação da medida”. Vetromille também pontua que há dúvidas sobre a amplitude dos cortes, já que até março, mês em que geralmente começam as concessões de novas bolsas, mais defesas estão previstas. “Neste último caso, as bolsas atingidas seriam aquelas que estão ocupadas até fevereiro de 2020 e, portanto, o corte seria ainda maior. Estamos buscando contato com a Capes para confirmação, até agora sem sucesso”, explica.

Cortes iniciaram no primeiro semestre

Os novos cortes na Capes, que devem atingir mais de 5.600 mil bolsas, somam-se aos já efetivados no primeiro semestre de 2019, quando 6.198 bolsas foram bloqueadas – 19 na UFPel. Em 2020, os ataques ao financiamento da pós-graduação tendem a se aprofundar, já que o orçamento do órgão, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias proposta pelo governo Bolsonaro, deve cair quase pela metade. 

ANDES-SN repudia ataque ao financiamento da pesquisa

Em nota, o ANDES-SN posiciona-se contra os cortes no financiamento da educação e da pesquisa brasileiras e exige a imediata recomposição orçamentária das instituições de ensino. “A retirada de dinheiro da educação representa um projeto elitista e eugenista que visa apagar das Universidades, IF e CEFET a diversidade e impedir o acesso do(a)s mais pobres desse país à pós-graduação. […] As medidas do governo destroem a política de ciência e tecnologia consolidada e as inovações em curso, coloca o país em situação de subserviência ao imperialismo e compromete a soberania nacional”. Leia a nota na íntegra aqui

Fonte: Assessoria ADUFPel

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