Greve Nacional da Educação de 48h será nos dias 2 e 3 de outubro

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Professores e professoras das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) de todo o país irão paralisar as atividades nos dias 2 e 3 de outubro contra os ataques do governo Bolsonaro à educação pública. As datas da Greve Nacional da Educação de 48h foram definidas em reunião do Setor das IFES do ANDES-SN, nesta quinta-feira (12), em Brasília (DF). 

A Assembleia Geral da categoria docente da UFPel e do IFSul-CaVG aprovou a indicação de greve para os dias 24 e 25 de setembro. No entanto, seguirá deliberação da Setor e paralisará as atividades em outubro. Esta nova data foi definida em conjunto pelas entidades nacionais a partir de suas deliberações. A ADUFPel-SSind esteve representada na reunião pela presidenta Celeste dos Santos Pereira e pela secretária geral Miriam Cristiane Alves. 

A diretora Miriam salienta que a greve de 48h é uma estratégia na perspectiva do acúmulo do movimento e, fundamentalmente, “para dialogar com a sociedade sobre os efeitos dos cortes orçamentários na educação básica e superior, sobre autonomia universitária, sobre os efeitos do desgoverno nas políticas de cotas raciais e sociais, sobre democracia e soberania nacional, entre tantas outras pautas que se somam nessa luta que é de todos e todas nós. Como nos ensinou Paulo Freire ‘Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda’.”

Segundo a docente, “vivenciamos uma grave crise política que o que está em jogo é a disputa de modelo de sociedade e, deste modo, atacar, desmantelar, aniquilar a educação pública e gratuita constitui-se como um dos grandes propósitos deste projeto neoliberal dirigido pela extrema direita”. 

Fortalecimento da luta 

A Greve da Educação vem sendo construída pelo Setor desde agosto. Nos dias 24 e 25, em reunião também no Distrito Federal, foi deliberada uma greve nacional de dois dias, com as seguintes sugestões: dias 17 e 18 ou 24 e 25 de setembro. A partir disso, rodadas de Assembleias aconteceram por todo o país para discussão e encaminhamento. Na reunião de ontem (12), o Setor indicou outros dois dias (2 e 3 de outubro), construídos em consenso com as demais categorias da educação, que foram aceitos pelos/as docentes presentes. 

Além disso, o Setor definiu uma série de atividades para o fortalecimento da luta, que deverão ocorrer ainda em setembro. Essas atividades serão apreciadas na reunião de mobilização que acontece segunda-feira (16), na sede da ADUFPel-SSind (Major Cícero, 101), às 17h. 

Educação pública resiste  

A greve tem como objetivo fortalecer a luta e avançar na mobilização contra os ataques promovidos pelo governo federal, que afetam a educação pública: os cortes orçamentários, o programa Future-se e as intervenções do governo federal na indicação de reitores. 

A tentativa de desmonte da educação pública é um projeto no governo de Jair Bolsonaro (PSL). Porém, as instituições resistem. O Future-se, até então, foi rejeitado por 22 instituições de ensino. Além disso, as duas últimas que sofreram a intervenção do governo no processo de nomeação de seus reitores, como a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e o CEFET-RJ, estão lutando para reversão da decisão autoritária. 

Cocepe posiciona-se contra o Future-se

O Conselho Coordenador de Ensino Pesquisa e Extensão (Cocepe) da UFPel, manifestou publicamente, no dia 12 de setembro, contrariedade ao Future-se. Além disso, repudiou os cortes efetivados pelo governo federal nas verbas relacionadas às agências de fomento da pesquisa no Brasil.

De acordo com a nota, o Cocepe avalia que “fica evidente a predominância da perspectiva essencialmente econômica e gerencial do projeto de Universidade pretendido, desconsiderando exatamente o que diz estimular ‘a autonomia das Instituições’, consolidada na Constituição Federal em seu artigo 207”.

A permissão para que Organizações Sociais (OS) atuem na gestão das instituições de ensino; a criação de ambientes de negócios; a ênfase no empreendedorismo e na competitividade, entre tantas outras coisas, segundo o Conselho, constitui-se como uma proposta que não dialoga com o Projeto de Universidade pública previsto no Plano Nacional de Educação. Com isso, o Conselho reitera, no texto, “a necessidade e disposição ao debate democrático em torno de um projeto de educação superior que atenda as demandas da população brasileira e os princípios constitucionais da educação pública”. Confira a nota na íntegra aqui

Fonte: Assessoria ADUFPel

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