Cordasul: Aulas gratuitas de violoncelo, violino, viola e contrabaixo

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Dois encontros semanais, cada qual com duração de duas horas. Conforme o professor Tiago Ribas (UFPel) – em 2011 criou a Orquestra UFPel -, ainda estão sendo definidos os dias, mas provavelmente os encontros serão às quartas e sextas das 14h às 16h. Trata-se do projeto de extensão CordaSul – ensino coletivo de cordas – da UFPel, cuja primeira edição ocorreu no segundo semestre do ano passado. Do grupo que iniciou em 2018, quando houve cinquenta inscrições, trinta prosseguem o aprendizado. Neste ano, inscrições abertas até 13 de setembro, e estão sendo oferecidas aulas gratuitas de viola, violino, violoncelo e contrabaixo. Para participar, idade mínima de treze anos. Se o aluno ainda não dispõe de instrumento próprio, deverá comprometer-se a adquirir ainda nas primeiras semanas de aula. Os encontros serão no SEST/SENAT – avenida Ildefonso Simões Lopes 1.206 -, que tem parcerias com o curso de música. Para a inscrição basta preencher o formulário, que está disponível no Facebook “Projeto CordaSul – Ensino Coletivo de Cordas UFPel”. Contato: projetocordasul.ufpel@gmail.com

Alguns dos alunos da primeira turma do CordaSulAlguns dos alunos da primeira turma do CordaSul
COLETIVO – O CordaSul foi criado por Tiago Ribas na UFPel, numa parceria com os docentes Leonardo Feichas da Universidade Federal do Acre (UFAC), e Liu Yin da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde também foi implementado. Tiago explica: “As aulas são ministradas por mim e monitores por mim orientados. Por enquanto não há participação de outros docentes, mas o projeto prevê ampliação com participação de professores e monitores da licenciatura. As aulas são em grupos de dez a quinze alunos por turma, conforme a proposta do ensino coletivo: aprender junto, um ajudando o outro, num espírito de grupo desde o início, compartilhando os desafios e crescendo no instrumento com a experiência de tocar em grupo e a satisfação que isso oferece. O projeto prevê a curto prazo a implementação de prática de orquestra, onde todos os instrumentos tocarão juntos. Inclusive prevê participação em concertos junto com a Orquestra UFPel”

PRÁTICA – Sobre a metodologia, Tiago acrescenta: “O referencial é o trabalho do pedagogo norte-americano Paul Rolland. Nele, os alunos desempenham a ação envolvida na prática, antes mesmo de ter contato com o instrumento, tudo baseado nos movimentos naturais do corpo. O processo de musicalização e alfabetização musical se dá concomitantemente às aulas práticas, e está diluído na prática. Na verdade, tudo é prática”.

EVOLUÇÃO – O objetivo, diz o professor, não é direcionar o aluno à formação em música, embora alguns participantes tenham ingressado no curso superior. Segundo ele, o principal é estimular uma cultura em torno dos instrumentos de cordas. Tiago exemplifica com a Europa, onde há orquestras formadas por profissionais de diferentes áreas, que se realizam na música. Acerca da evolução no projeto, ele menciona: “O aluno recebe certificado por ano de participação, conforme o fechamento do cadastro no projeto de extensão. O curso não tem uma duração definida. Mas a tendência é que a partir de determinado ponto, cerca de três anos, dependendo de cada aluno, o instrumentista passe a ter aulas individuais, conforme seu interesse e necessidades, pois o foco passa a ser cada vez mais específico. Mas nunca deixando de tocar em conjunto com o grupo. E as apresentações são frequentes. No mínimo uma a cada fim de semestre. mas a ideia é fazer mais, à medida em que o grupo avança de semestre. A ideia é naturalizar a situação de palco. No ano passado a primeira turma já fez uma participação com a Orquestra UFPel num concerto, com apenas três meses de aula”.

CRESCIMENTO com o aprendizado de instrumentos de cordas. A prática possibilita, diz o professor, autoestima, autoconfiança, expressão de si mesmo, autonomia, responsabilidade, disciplina, senso de coletividade e cooperação, satisfação por criar e compartilhar.

Fonte: Diário da Manhã

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