Assembleia Geral geral da ADUFPel discutirá ataques às universidades e mobilização docente

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A Assembleia Geral (AG) da categoria docente da UFPel será no dia 20 de agosto, próxima terça-feira. A pauta inclui os ataques à autonomia, à democracia, autonomia e financiamento das universidades, o projeto “Future-se” e a discussão sobre greve docente e da educação. A AG acontecerá no auditório da Faculdade de Direito, às 17h.

Conforme encaminhamento da reunião nacional do Setor das Instituições Federais de Ensino (IFE) do ANDES-SN, ocorrida em 28 de julho, diante da drástica redução orçamentária na área da educação e dos ataques contidos no projeto “Future-se”, a categoria deve discutir, em cada seção sindical, possibilidade da construção de uma greve. A rodada de assembleias vai até o dia 22, e avaliação e discussão será levada novamente ao Setor das IFE.

“No período de 13 a 22 de agosto estará acontecendo em todas as IFE rodadas de assembléia para avaliar a construção de uma greve geral do setor, bem como da greve geral da educação.  Em nossa AG do dia 20, abordaremos esse tema. Não vamos permitir o desmonte da educação pública e sua privatização, menos ainda, de braços cruzados, sem resistir. A luta nos chama!”, explica Celeste Pereira, presidente da ADUFPel-SSind. 

Educação sob ameaça

Neste ano, o governo Bolsonaro já realizou dois grandes cortes na educação, somando mais de R$6 bilhões suprimidos das IFE. Como resultado, a grande maioria das universidades e institutos anunciaram que não têm como continuar suas atividades até o fim do ano, caso não haja uma reversão dos cortes. Em Pelotas, UFPel e IFSul só têm recursos para funcionar até o fim de agosto.

Após os duros cortes, o governo apresentou um projeto de privatização das IFE, denominado “Future-se”. Este programa, conforme análise da Assessoria Jurídica do ANDES-SN, é repleto de inconsistências e pretende fazer das universidades verdadeiras unidades empresariais. O papel das universidade e institutos federais, no programa do governo federal, muda: da oferta do ensino socialmente referenciado para a oferta do ensino mercadologicamente referenciado. Dessa forma, a preocupação com os necessidades da sociedade dá lugar à preocupação com a reprodução do capital. 

O “Future-se” pretende passar a gestão das IFE para Organizações Sociais (OS), de direito privado, e propõe a captação de recursos via fundos de investimento. Os fundos funcionariam de forma semelhante aos fundos de pensão, sujeitos às oscilações do mercado, prejudicando a autonomia didático e científica na medida em que a rentabilidade dos fundos determinaria as atividades desenvolvidas na instituição. Pela participação direta do empresariado na condução das universidades e institutos, ainda, diversos cursos e pesquisas que não interessam ao mercado poderiam ser extintos e está previsto, inclusive, que as universidades doem o seu patrimônio para as OS conveniadas.

Além disso, o “Future-se” propõe um modelo para as atividades de extensão e pesquisa através do qual cada professor seria responsável por buscar, junto à iniciativa privada, financiamento para os projetos. A extensão e a pesquisa, assim, teriam como foco a captação de recursos para a IFE, e não mais o propósito de transformação social, com a disponibilização do conhecimento produzido na universidade para as comunidades no entorno.

Fonte: Assessoria ADUFPel

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