Assembleia docente aprova indicação de Greve Nacional da Educação de 48h para 24 e 25 de setembro

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No final da tarde desta terça-feira (10), docentes da UFPel e do IFSul-CaVG, reunidos em Assembleia Geral (AG), aprovaram a indicação de Greve Nacional da Educação de 48h para os dias 24 e 25 de setembro, a ser encaminhada à reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) do ANDES-SN, que acontece amanhã (12), em Brasília (DF). Na segunda-feira (16), haverá reunião de mobilização na sede da Seção Sindical. 

Em agosto, nos dias 24 e 25, a reunião do Setor da IFES pautou a necessidade da discussão da perspectiva de construção de uma Greve Nacional da Educação. Docentes de todo o país indicaram posição favorável, conforme deliberação em assembleias locais, para avançar na mobilização contra os cortes orçamentários, o programa Future-se e as intervenções do governo federal na indicação de reitores. 

Neste encontro, foram definidas rodadas de assembleia para discussão de uma greve em duas possíveis datas: 17 e 18 ou 24 e 25 de setembro. O Setor indicou que os dois dias sejam de ocupação das universidades, institutos federais e CEFETs. Um dia com atividades internas, dentro das instituições, e outro com atividades externas. 

Na próxima reunião do Setor, que ocorre amanhã (12), em Brasília (DF), serão determinadas as datas definitivas para a paralisação nacional, de acordo com os resultados das assembleias ocorridas em todo o país. Os encaminhamentos da AG da ADUFPel-SSind, que escolheu os dias 24 e 25 de setembro para paralisação, serão informados pelas diretoras da ADUFPel-SSind, Celeste Pereira e Miriam Alves, que representarão a entidade. 

Ao falar sobre conjuntura, a presidenta da ADUFPel, Celeste Pereira, apontou para um cenário de desgoverno, no qual o programa Future-se constitui-se como um grave ataque à educação e à saúde públicas e à autonomia universitária. Segundo ela, “todo esse processo [Future-se] vem na perspectiva de aumentar o controle sobre a produção intelectual superior e tudo que ela impacta. (…) Ele fere frontalmente a autonomia universitária, na medida que a sua gestão passa a ser realizada por Organizações Sociais, que vão dar conta, inclusive, das questões de ensino. O reitor passa a ser um mero catador de recursos, e nós não vamos nem poder escolher o reitor porque não serão respeitados os processos democráticos”.

Pereira ainda destacou a participação da diretoria nas atividades realizadas nas unidades acadêmicas da Universidade para debater o Future-se, as quais têm apontado contrariedade ao programa: “Salientamos que educação pública não se negocia. As discussões das quais estamos participando nas unidades são na perspectiva de que o Consun se posicione imediatamente contra o Future-se”, afirmou. 

Reunião de mobilização 

Assim que as datas da greve forem definidas na reunião do Setor, será realizada, na segunda-feira (16), às 17h, a primeira reunião de mobilização na sede da Seção Sindical (Major Cícero, 101), aberta à participação de todos/as os/as docentes, com a presença do Conselho de Representantes e diretoria da ADUFPel-SSind. 

Congresso da CSP-Conlutas

Para representar a Seção Sindical no 4º Congresso da CSP-Conlutas, foram escolhidos os/as professores/as Francisco Vitória e Robinson Pinheiro, como delegados, e Celeste Pereira e Sérgio Cassal, para suplentes. O Congresso ocorre entre os dias 3 e 6 de outubro, em Vinhedo-SP, tendo como tema “Avançar na Construção da Central Sindical e Popular”. 

Fonte: Assessoria ADUFPel

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