VERGONHA: CULTURA SOB ATAQUE! OU COMO VOCÊ ESTÁ SENDO ENGANADO PELO CASO HAVAN! (Por Dan Barbier)

VERGONHA: CULTURA SOB ATAQUE! OU COMO VOCÊ ESTÁ SENDO ENGANADO PELO CASO HAVAN!

Recentemente, diversas mídias sociais espalharam a notícia que o Conselho de Cultura estaria impedindo a vinda das lojas Havan e Zaffari para Pelotas. A informação se espalhou feito rastilho de pólvora e, com toda razão, encontrou eco na população. Afinal, diante da grave crise financeira, empregos são mais do que bem-vindos.

Contudo, a tal notícia é tendenciosa e feita exclusivamente para criar um fato político. Nenhuma informação foi checada para averiguar se havia ou não algum fundo de verdade.  Acabaram usando maldosamente a boa fé do povo criando um zumzumzum  que, no final das contas, serviu para desviar o foco do que realmente está acontecendo e para atenderem certos “interesses” que ainda não foram bem explicados. 

A verdade é que o Conselho de Cultura jamais se posicionou contra a vinda da Havan para Pelotas. Como também jamais se posicionou contra o desenvolvimento da cidade e a geração de emprego e renda ou mesmo contra o Jockey Clube e a modernização do Hipódromo da Tablada. Basta conferir as atas de reuniões. Ao contrário, a atuação do Conselho sempre foi direcionada ao desenvolvimento da cultura como meio também de criar condições dignas de trabalho. Tem-se dito aos montes que a cultura quando bem pensada e articulada por bons gestores públicos transforma-se num instrumento potencializador das dinâmicas de desenvolvimento social e econômico. Os exemplos de cidades inteligentes que tiveram sucesso nessa área existem aos montes por aí. Devemos conversar sobre isso porque estamos e muito atrasados nesse debate.

Mas se o Conselho de Cultura não é contra a instalação da Havan em Pelotas, por que o baixo nível dos ataques? 

Primeiramente temos que entender que o Conselho é um órgão colegiado. Isso significa que ele é composto por diversos membros da sociedade civil, das universidades e do poder público. Daí tentar vincular o Conselho de Cultura com qualquer partido político ou outro tipo de instituição é desconhecer ou deslegitimar sua soberania. Forçar a conexão com esse ou aquele partido, seja do governo, seja da oposição, tem só um objetivo: polarizar a discussão para desviar o foco. Vale lembrar também que a atuação dos conselheiros é feita de forma voluntária, autônoma e independente. Ninguém que está ali recebe um centavo sequer para exercer sua função. São estudantes e trabalhadores abnegados que oferecem sua energia e conhecimento em prol da cidade. O próprio Conselho não tem orçamento nem investimentos públicos próprios. Para o bem da verdade, nem precisa! 

Segundo, a preservação, qualificação e modernização do Hipódromo da Tablada é de interesse do Conselho. Como o é de todos os bens patrimonializados na cidade. Por isso, o Conselho sempre esteve à disposição do diálogo franco e aberto. Colocou-se à disposição da Câmara de Vereadores e da direção do Jockey Clube para colaborar no que fosse necessário. Contudo, é preciso que se diga, que, na pressa de fazer as coisas, fizeram malfeitas e agora tentam achar culpados para que ninguém note suas imprudências e incompetências para tratarem do tema. Erraram, e feio, mas não querem assumir a culpa, pois sabem do prejuízo que causaram. São lobos em pele de cordeiros.

A cultura, por certo frágil e sem estrutura adequada, é um alvo fácil a ser atacada. Não controla os meios de comunicação, nem transita entre os poderosos. Ao jogarem a população contra a cultura, se eximem da responsabilidade de assumir qualquer ônus da confusão que causaram e ainda saem como “bons moços” no final da história. Vamos abrir os olhos! Se há de fato um imbróglio na instalação da Havan no Hipódromo da Tablada e o Ministério Público está investigando o caso é porque a coisa parece ser bem mais séria do que a mera “vontade” de um Conselho frágil como é o da Cultura!  

Não vamos comprar a história pronta. Antes de culpar a cultura por isso ou aquilo, vamos procurar averiguar os fatos, checar bem as informações e entender quem são os verdadeiros responsáveis e a forma como as coisas foram conduzidas até chegarmos nessa situação!

Fonte: Dan Barbier

Uma resposta

  1. A cidade não ganha nada com esta loja, além de ser imensamente caro tudo o q lá vende ainda ter q aguentar aquela estátua imensa e horrorosa. Aqui em Brasília conseguiram proibir a colocação da estátua, graças a Deus. Quanto a loja vive vazia. O boicote é grande. Procurem outros meios de criar empregos , não com a Havan. Lucro zero! A Tablada merece melhorar o bairro mais não com este comércio chinfrim.

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