“Temos que quebrar os muros das Universidades”

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O Professor Helder Molina (UERJ), indicado pela ASUFPel para falar no Ciclo de Debates sobre a Constituinte Universitária alerta para a necessidade de “quebrar os muros das Universidades do ponto de vista concreto”, inserindo outros sujeitos sociais que estão historicamente excluídos do processo de produção de conhecimento e dos avanços científicos. Segundo ele, sindicatos, trabalhadores, movimentos sociais organizados e outros segmentos normalmente afastados da definição de rumos da produção científica e que paradoxalmente sustentam esse setor por meio do pagamento de impostos, precisam ser incluídos nas decisões referentes ao modelo de universidade que poderia servir à sociedade e aos seus interesses.

Nesta perspectiva, Molina defende que estes sujeitos sociais que tradicionalmente apenas servem de “cobaias das pesquisas”, passem a ser os verdadeiros protagonistas dos processos internos de reflexão e redefinição de rumos das universidades. Para o professor, o processo de construção da Constituinte Universitária que a UFPel está iniciando só terá validade se esses setores puderem fazer parte das reflexões e decisões deflagradas neste fórum.

CONJUNTURA

A respeito da inserção da Universidade no contexto socioeconômico atual, Molina avalia que vivemos internacionalmente um momento de “vingança de capital sobre o trabalho”, em que os direitos dos trabalhadores ficam suprimidos pela agressividade do capital financeiro. Porém, destaca Molina, “no Brasil temos avançado neste particular ampliando os direitos sociais numa espécie de contraofensiva à lógica internacional”, aumentando vagas nas universidades, gerando mais empregos e renda, em síntese construindo alternativas sociais que classifica como “políticas de resistência”.

Molina destaca, no entanto, que ainda que o Brasil esteja fazendo um contraponto à lógica do capital internacional, há uma grande pressão interna para a reversão dessas conquistas. Em ano de eleições, Molina aponta que ganha força no país um grande movimento orquestrado pelo capital agrário e midiático pela retomada do estado e pelo realinhamento do Brasil com a lógica internacional.

Fonte: ASUFPel

ASUFPel

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