Sindicato dos Jornalistas aciona RBS no Ministério Público do Trabalho

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Fonte: Sul21 (Débora Fogliatto)

Foto: Luiz Ávila

O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul (Sindjor/RS) tomou medidas legais contra as demissões em massa realizadas pela empresa RBS durante a última semana. Juntamente com o sindicato de Santa Catarina, o Sindjor entrou com uma ação no Ministério Público do Trabalho, enquanto a Federação Nacional de Jornalismo (Fenaj) pediu uma audiência no Ministério do Trabalho sobre o assunto.

Nesta sexta-feira (8), o sindicato realizou um protesto em frente à empresa, na avenida Ipiranga, em Porto Alegre. Grupo de representantes tentou entrar na redação para conversar com os colegas jornalistas, mas teve seu pedido negado. O representante dos sindicatos patronais e  funcionário da RBS, Ary dos Santos explicou ao Sindjor que a empresa “não está recebendo nenhum sindicato” e afirmou que estão “superando esse momento”.

Para o presidente da Fenaj, Celso Schroeder, que esteve presente no ato, “está visível há algum tempo é que a empresa está abdicando da natureza de seu trabalho, que é fazer jornalismo”. Ele criticou a forma como as demissões foram feitas, com uma carta sendo publicada pelo diretor na segunda-feira (4), anunciando que haveria a demissão de 130 funcionários, os quais só foram informados de sua saída dois dias depois.

Na carta, o diretor Eduardo Sirotsky Melzer afirma que os cortes “precisam acontecer” e que foram feitas com o objetivo de “buscar produtividade e maior eficiência”. Ele ainda garante que a empresa não passa por uma crise financeira e cita novos planos e projetos.

“Eu nunca tinha visto na minha vida demissões feitas com esse grau de grosseria, ironia embutida e despreparo. É assombroso que uma empresa que chegou onde chegou no Brasil seja comandada por pessoas que se comuniquem com seus empregados da forma como foi feito e atuem com completa arrogância e visível incapacidade de gestão”, opinou Schroeder, denunciando ainda que o diretor não apenas demitiu os funcionários como ainda os pediu para que “compreendessem e apoiassem” a decisão.

O diretor do Sindjor, Milton Simas, contou que há cerca de 15 dias participou de uma reunião com o Departamento de Gestão de Pessoal da RBS, na qual foi afirmado que as pessoas estavam sendo demitidas por não estarem cumprindo metas ou realizando bem seu trabalho. “Ou seja, além de demitir, botaram pra baixo esses profissionais”, lamentou. Simas considerou a carta um “explícito ato de assédio moral”.

SindicatoJornalistas

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