Reitor recua em aprovação da Ebserh na UFG após pressão do movimento

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Fonte : ANDES-SN

Foto : Sintifes-GO 

Assim como no processo de aprovação do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), a privatização dos Hospitais Universitários Federais por meio da adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) tem sido marcada por recorrentes práticas autoritárias e antidemocráticas por parte das reitorias das universidades. Dessa vez, o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) aprovou a adesão à Ebserh sem sequer contar os votos dos conselheiros, e, em seguida, encerrou a reunião do Conselho Universitário (Consuni) de sexta-feira (5). Horas depois, pressionado pela comunidade acadêmica, o próprio reitor recuou de sua posição e convocou novo Consuni para quarta (10).

Segundo Alexandre dos Santos, 1º vice-presidente da Regional Planalto do ANDES-SN, a reunião do Consuni não durou trinta minutos. “A deliberação da reunião anterior do conselho era que todas as unidades da UFG fossem ouvidas sobre a Ebserh, mas o reitor não abriu espaço para que as unidades dessem informes. Em seguida, colocou em votação a privatização do hospital, impedindo intervenções. Ele afirmou que a Ebserh tinha sido aprovada por contraste, sem sequer pedir os votos contrários e as abstenções, e rapidamente encerrou o conselho”, conta o docente.

A comunidade acadêmica, que compareceu em peso à reunião, começou um protesto, criticando a ação do reitor. Depois de quase duas horas de protesto em frente ao prédio da administração da UFG, no qual o reitor não conseguiu entrar, houve o recuo. “O reitor recuou em sua manobra, e afirmou que convocará um Consuni extraordinário para quarta-feira (10) no qual será discutido tanto a adesão à Ebserh quanto a possibilidade de realização de um plebiscito sobre a privatização do hospital”, disse Alexandre.

O 1º vice-presidente da Regional Planalto do ANDES-SN classificou a ação do reitor durante o Consuni como “uma atitude monocrática com patente ilegalidade”, e afirmou que o recuo se deu por conta da enorme pressão da comunidade acadêmica contrária à privatização do Hospital Universitário. O Conselho Universitário extraordinário está marcado para quarta-feira (10), às 14h.

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