RádioCom promove Curso de Formação em Rádios Comunitárias

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Dentro das programações de 13 anos de história, a RádioCom 104,5 FM, nascida por movimentos sindicais, sociais e culturais, promove o I Curso de Formação em Rádios Comunitárias.

O curso que acontecerá do dia 21 de junho a 10 de agosto irá apresentar a RádioCom a sua comunidade e para ser um espaço de troca de experiências. Serão encontros semanais, sempre às 16 horas, com experiências práticas e teóricas. As teóricas serão realizadas no Sindicato da Alimentação, que fica na Rua Almirante Barroso, 3124. As praticas serão realizadas no estúdio da RádioCom, localizado na Rua Félix de Cunha, 614 – Galeria Antunes Maciel, Sala 203. As vagas para as oficinas práticas são limitadas.

PROGRAMAÇÃO

21/6 – Sindicato da Alimentação “Rádios Comunitárias no Brasil: Panorama e Contexto”. 29/6 – RádioCom “Conhecendo uma rádio comunitária” 06/7 – Sindicato da Alimentação “Gestão de rádios comunitárias (formas de organização e financiamento, posicionamento político em comunicação)” 13/7 – RádioCom “Prática em locução e operação” 20/7 – Sindicato da Alimentação “Relatos de parceiros da RádioCom” 27/7 – RádioCom “Prática em produção e apresentação” 3/8 – Sindicato da Alimentação “Relato dos fundadores da rádio e sua história” 10/8 – RádioCom “Confraternização e trocas de experiências”

Mediar uma informação implica necessariamente manipulá-la. Todo comunicador faz isso. As informações são captadas, moldadas e retransmitidas. Esse processo é natural. O ato de receber uma mensagem ou estimulo requer uma decodificação. Para haver uma retransmissão, se faz necessária uma posterior codificação. Esse processo nada mais é do que permear a informação recebida com a própria cognição, ou seja, é um processo interpretativo, também. A partir disso, percebe-se que manipular informações é um ato natural. A questão que se apresenta agora é: manipular com quais interesses? Ou ainda: A quais interesses estão servindo a veiculação de determinadas informações? Levar o raciocínio para este ponto implica pensar a comunicação como posicionamento político. Mais que isso, enxerga-se a comunicação como parte de uma estratégia de articulação política. Quando se questiona o “porque” de determinadas informações logo se pensa no “quem”, ou seja, “quem produziu a informação”, o produtor. Em comunicação comunitária focamos no “como”. Em outras palavras, passamos a questionar a forma como as informações são produzidas, direcionadas, reproduzidas e utilizadas. A partir disso, obrigatoriamente, a questão do “porque” se explicita, fica clara, vem à tona. Isso se dá pois podemos ter uma ideia das motivações analisando os métodos de produção. Isso é crucial para uma mobilização politica, no que tange à estratégia e organização, pois os meios de comunicação não são neutros ou imparciais. Entender isso é fundamental quando se decide atuar em um veiculo qualquer.

PORQUE COMUNICAR? Comunicação é cultura! É a troca de informação que permite criar novas realidades. Nos comunicamos o tempo todo, transmitindo sentimentos e construindo conhecimento. Comunicar é se postar como sujeito perante a qualquer contexto. Sendo assim comunicar passa a ser um ato político, pois posiciona o individuo em algum debate ou contexto.

POR QUE COMUNICAR DE FORMA COMUNITARIA? Comunicação não acontece só na fala e escuta, na emissão e recepção. Sabemos que todo ato de emissão é oriundo de um processo que inclui a recepção também. Tendo consciência disso, passamos a entender a comunicação como um ciclo, ao invés de vê-la como dois processos distintos (de emissão e recepção). Partindo desse ponto, entende-se que mais sujeitos podem estar inclusos nesse processo comunicativo. Antes, os jornalistas e comunicadores como emissores da informação e a população como emissores, o resto. Agora, entende-se que todos são emissores\receptores nessa retroalimentação. Não existe mais exclusividade na produção da informação. As novas ferramentas de comunicação possibilitam múltiplos canais. Porém, as ferramentas tradicionais de comunicação ainda estão monopolizadas, viciadas e nas mãos de poucos. Torna-se urgente a necessidade que as comunidades se organizem e passem a utilizar a comunicação como ferramenta para organização e para buscar seus interesses. Mas qual será a diferença entre a comunicação tradicional, que ai está apresentada, e a comunicação comunitária? A diferença está no conteúdo. Este vem a ser a expressão dos interesses de determinada comunidade. Quando construído numa comunidade ativa e organizada, o conteúdo se torna uma síntese daquela cultura.

POR QUE FAZER UM CURSO DE FORMAÇÃO EM RÁDIOS COMUNITÁRIAS? Da forma como estamos organizados em sociedade ainda se faz necessário uma série de meios que permitam que a informação seja transmitida de forma mais rápida ou eficiente. Esses meios são constituídos por pessoas, que somam suas forças na construção de determinado veiculo. Esse veiculo servira a determinadas interesses ou motivações. Na maioria dos casos, os meios de comunicação que ai estão não servem aos mesmos interesses de determinadas comunidades, visto que a comunicação por eles apresentada é homogênea e pasteurizada, ou seja, distribui para o território nacional o mesmo conjunto de ideários, conceitos (e pré-conceitos) e verdades próprias. A partir disso, vê-se a necessidade de construção de alternativas para as comunidades. Veículos construídos voltados para os seus interesses, direcionados para suas necessidades. Esses veículos têm funcionamento próprio e particular, moldado e alinhado à realidade local.

Fonte: O Sopapo

Curso

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