Quatro meses após conferência sobre Gaza, apenas 5% dos fundos prometidos chegaram ao território palestino

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Fonte : Opera Mundi com Al Jazeera, IRIN e Ansa

Foto : Agência Efe

Em conferência realizada em Cairo, capital do Egito, em outubro do ano passado, diversos países prometeram auxiliar financeiramente a reconstrução de Gaza após os mais de 50 dias de conflito durante a “Operação Margem Protetora”, realizada pelas Forças de Israel contra o grupo islâmico Hamas que resultou na morte de mais de 2 mil palestinos e 70 israelenses, em meados de 2014. Pelo menos 100 mil residências foram destruídas neste período.

Cerca de 5,4 bilhões de dólares foram prometidos, mas somente 300 milhões chegaram ao território, segundo declarou ao site IRIN uma fonte do gabinete do vice-primeiro-ministro Mohammad Mustafa, que tem liderado os esforços de reconstrução do governo palestino. “Devido à falta de doações, estão bloqueados grandes projetos de reconstrução de residências e de estradas”, declarou a fonte.

Na primeira semana de fevereiro, Egito e Noruega, países promotores da conferência realizada em outubro, pediram aos doadores que mantivessem suas promessas e enviassem os fundos para a reconstrução de Gaza. Na ocasião, Boerge Brende, ministro de Relações Exteriores da Noruega, afirmou que o atraso na entrega dos fundos estaria relacionado à queda do preço do petróleo. Entre os principais doadores estão o Qatar, que prometeu um bilhão de dólares, a Arábia Saudita (500 milhões) e os Emirados Árabes Unidos (200 milhões).

No fim de janeiro, a agência da ONU para os refugiados palestinos, UNRWA, anunciou a suspensão do programa de assistência financeira na Faixa de Gaza por falta de recursos.

Itália quer reconhecer Palestina

O Parlamento da Itália votará, provavelmente nesta quinta-feira (19), uma moção de reconhecimento ao Estado Palestino. A medida foi elaborada pelos partidos Esquerda Ecologia e Liberdade (SEL) e o Partido Socialista Italiano (PSI) e conta com o apoio do Partido Democrático (PD), do primeiro-ministro Matteo Renzi.

Segundo os parlamentares Erasmo Palazzotto (SEL) e Pia Locattelli (PSI), o objetivo da moção é “desbloquear as negociações que estão paradas”. “Nós pedimos o reconhecimento do Estado Palestino e não há motivações de outros tipos. Essa não é uma medida contra Israel”, declarou Palazzotto.

A Embaixada israelense em Roma afirmou que “qualquer reconhecimento é prematuro e não fará nada além de encorajar os palestinos a não retomarem as negociações com Israel, causando um afastamento da possibilidade de paz”.

Caso a moção, que tem valor simbólico, seja aprovada, a Itália se une a Portugal, França, Irlanda e Espanha – que já tomaram a mesma atitude no fim do ano passado.

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