Porto Alegre – Trabalhadores e jovens de mais de dez entidades protestam contra auxílio-moradia para juízes

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Fonte : Jornalismo B (Alexandre Haubrich)

Em um momento de ampla reunião entre representantes dos trabalhadores, foi realizado no final da tarde desta sexta-feira (7), no Centro de Porto Alegre, um protesto contra a concessão de auxílio-moradia a todos os juízes e magistrados. Com salário que beiram os R$ 30 mil, juízes do Brasil inteiro estão passando a receber R$ 4,3 mil mensais de auxílio-moradia. Contra isso, mais de dez sindicatos e entidades representativas se reuniram e caminharam pelo Centro da capital gaúcha em direção ao Tribunal de Justiça.

A concentração começou às 16h, no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público. Lideranças sindicais se revezaram ao microfone no caminhão de som, denunciando o auxílio-moradia e reivindicando mais direitos para os trabalhadores e menos privilégios para as elites. O músico Tonho Crocco participou do ato, cantando músicas de protesto. Pouco depois das 17h, começou a caminhada, subindo a avenida Borges de Medeiros até o Tribunal de Justiça (TJ).

Com cânticos e bandeiras, especialmente do Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (Sindjus) – principal organizador da passeata -, os manifestantes chegaram em frente ao Tribunal e voltaram a enfileirar críticas aos juízes. Depois, ainda ocuparam as escadarias na entrada do TJ, deixando um espaço ao centro para a circulação de pessoas. Também foram feitas reiteradas críticas ao presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, que em entrevista recente defendeu a concessão de auxílio-moradia dizendo que os juízes precisam comprar boas roupas, e que “não dá pra ir toda hora a Miami comprar terno”. Foi criticada ainda a possibilidade de que os estagiários do TJ-RS não recebem recesso remunerado neste fim de ano. Tonho Crocco, de volta ao microfone, adaptou sua música “Gangue na Matriz”: Gangue dos juiz, gangue dos juiz, cantou, encerrando o ato por volta das 18h30.

Participaram do protesto os seguintes sindicatos e organizações, além dos vereadores Sofia Cavedon (PT) e Fernanda Melchionna e Pedro Ruas (PSOL), este recém eleito deputado estadual: Sindjus, Simpe, ASTC, Sindisaúde, Assufrgs, Sindppd, Sindipetro, Aserghc, Sindispge, CSP/Conlutas, Intersindical, Coletivo Juntos e Diretório Acadêmico do Direito da Unisinos.

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