Paralisação dos Docentes tem adesão de 70% em Pelotas

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Durante o dia, foram realizadas atividades que incluiram um debate sobre a Estatuinte Universitária

 

A Paralisação Nacional dos Docentes das Instituições Federais, ocorrida nesta quarta-feira (21), reuniu uma série de atividades ao longo do dia e teve a adesão de 70% dos professores. Durante a primeira atividade, que aconteceu às 9h da manhã, no prédio da Reitoria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), foi protocolada a pauta local de reivindicações – aprovada no dia 15 de maio em Assembleia Geral Extraordinária.

 

A Estatuinte Universitária foi tema da reunião realizada durante a tarde, na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pelotas (ADUFPel-SSind). O debate teve a participação do professor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Manoel Luis Martins da Cruz, que abordou o histórico do processo de Estatuinte na FURG, defendendo a necessidade de um debate mais amplo e democrático dentro das universidades.

 

Segundo ele, o próprio processo de debate da Estatuinte abre a possibilidade da Universidade se repensar e de avançar. Sobre a constituição dos conselhos falou: “Temos que pensar numa forma de organizar os conselhos de maneira que sejam mais representativos dos três segmentos existentes na Universidade”, explicou. Após, o espaço foi aberto para intervenções. 

 

Para o 1º vice-presidente da ADUFPel, Henrique Mendonça, atualmente, vivenciamos iniciativas da reitoria da UFPel de promover reforma aligeirada, pouco participativa e por dentro do CONSUN. Outras propostas semelhantes surgem de setores conservadores da UFPel. “Nós precisamos defender o nosso modelo, conforme contido no Caderno 2 do Andes.

A presidente da ADUFPel, Celeste Pereira, destacou que a forma como o processo vai se dar, na perspectiva da reitoria, é alinhada com o CONSUN e por dentro dele, com alguma possível intervenção do fórum de diretores.
“Buscamos que todos entendam que isso vai determinar muita coisa no futuro da Universidade: a perspectiva de toda a Universidade. Um exemplo é a EBSERH.  Da maneira como o estatuto está hoje, pode ser que infelizmente tenhamos nosso hospital universidade e outras unidades sendo colocadas nas mãos de empresas privadas. Onde esta a discussão e o processo democrático?”, complementou.

 

Propostas definidas

 

Buscando ampliar a discussão e fortalecer processos verdadeiramente democráticos e representativos de todos os segmentos da Universidade, definiu-se por realizar uma reunião na sexta-feira (23), às 14h, na sede da ADUFPel, ​ chamadas pelas três entidades representativas da comunidade da UFPel (ADUFPel, ASUFPel e DCE), para a constituição de um Fórum em defesa de uma estatuinte universitária soberana e democrática.

 

 

Para esta reunião convidamos toda comunidade universitária, sindicatos, movimentos organizados e setores da sociedade que defendem a educação pública e a democracia.

Fonte: ADUFPel

ADUFPel

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