No Mato Grosso do Sul, mulheres indígenas ocupam território em defesa da vida de seus filhos

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Fonte: Pulsar Brasil/ Conselho Indigenista Missionário

O mês de agostou começou diferente para indígenas da Aldeia Pindo Roky, no município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul. Cerca de 50 mulheres da etnia Kaiowá iniciaram um movimento denominado ‘Retomada das Mães’, que consiste em ocupar mais de trinta hectares pertencentes ao território tradicional de seus ancestrais, que encontra-se indevidamente empossado por um fazendeiro da região.

A entrada do novo acampamento é marcada por uma cruz de madeira, que simboliza o ponto onde o corpo do adolescente Denílson Barbosa, 15 anos, foi encontrado em fevereiro de 2013. O jovem indígena foi morto com um tiro à queima-roupa pelo fazendeiro Orlandino Carneiro Gonçalves, 61 anos, enquanto pescava com o irmão mais novo e o cunhado. Assim como Denílson, várias pessoas já foram assassinadas no mesmo local.

De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), uma dezena de barracas improvisadas servem de moradia para as mulheres e crianças que enfrentam tanto as dificuldades da falta de alimentação quanto ameaças do fazendeiro e de seus jagunços, que prometem despejá-las da forma que for necessária a qualquer momento.

Segundo o relato das mães, as condições em que vivem os indígenas da aldeia de Pindo Roky foi também um forte motivo que para que ocupassem a terra que ainda está nas mãos do fazendeiro. Para elas, enquanto a violência direta dos confrontos tira a vida dos seus filhos e filhas, a demora para finalizar os processos de demarcação da terra de Pindo Roky por parte do governo federal acirra os conflitos e mantém a comunidade indígena em situações desumanas de vida.

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