Ninguém solta a mão de ninguém: 1º de maio reforça disposição dos trabalhadores em resistir a ataques do governo

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Em Pelotas, um bom número de trabalhadores se reuniu no Altar da Pátria, na Avenida Bento Gonçalves, para dizer não à reforma da Previdência


Crédito: Eduardo Menezes

O Dia do Trabalhador, em Pelotas, contou com grande participação da comunidade local e da região. Trabalhadores, estudantes, aposentados e desempregados estiveram reunidos, na Avenida Bento Gonçalves, para dialogar sobre os retrocessos que estamos vivendo. O microfone, que esteve aberto à comunidade, serviu para que os artistas locais pudessem transformar em música e poesia o marco histórico desta data, que, diferente do que se tenta vender na grande mídia e no comércio, é uma referência histórica aos mártires de Chicago.

Ao se revezarem no microfone, durante o ato no Altar da Pátria, diversas lideranças comunitárias, políticas e sindicais evidenciaram a perda de direitos, que teve início com a reforma trabalhista e a aprovação da terceirização irrestrita, ainda no governo Temer. Hoje, este processo de esfacelamento do Estado de Bem Estar Social, está em processo ainda mais acelerado de construção.

A intenção do governo em acabar com o direito à aposentadoria, digna, para a maior parte da população segue a lógica, injusta, de colocar na conta dos trabalhadores os problemas orçamentários do governo, que perdoa dívidas de grandes empresários, sonegadores de impostos, e não assume seu compromisso em gerar emprego e renda.

“É exatamente essa conjuntura extremamente adversa que nos mostra a necessidade de nos reunirmos e dialogarmos com a população sobre o que está acontecendo não só à nível federal, mas em nosso estado e também no município”, ressalta Luís Diogo, diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região. O sindicalista chama a atenção para a linha privatista, adotada em todos os âmbitos governamentais, que implica não apenas a venda de bancos públicos para a iniciativa privada, retirando a função social destas instituições, como também, em esfera local, o governo de Paula Mascarenhas (PSDB) que tem proibido às livres manifestações artísticas em espaços públicos, como é o caso do Mercado Central.

14 de junho é dia de greve geral

O ato unificado, deste 1º de maio, possibilitou, sobretudo, a organização da greve geral dos trabalhadores brasileiros. Marcada para o dia 14 de junho, a mobilização é fruto da unidade entre as centrais sindicais, do país, que denunciam a reforma da Previdência como o golpe final, do governo, para responsabilizar os trabalhadores da enorme irresponsabilidade com o patrimônio público e a total subserviência aos interesses do capital financeiro, com a perda, definitiva, da soberania nacional.

“O momento que estamos vivendo é muito duro. A reforma trabalhista retira não só os direitos trabalhistas, mas também direitos civis, liquidando com conquistas históricas”, evidencia Elton Lima, diretor estadual da CUT. Ao avaliar os primeiros anos de governo, o dirigente sindical denuncia que, todos os dias, os trabalhadores de Pelotas e da Região estão tendo os seus direitos solapados. “Hoje, em decorrência desses retrocessos, já não existe mais a exigência dos sindicatos acompanharem uma rescisão de trabalho, por exemplo, permitindo que os patrões façam o acordo que melhor lhes convenha. Os trabalhadores, muitas vezes desinformados, assinam qualquer acordo, sendo claramente prejudicados, recebendo menos do que deveriam e precarizando cada vez mais as relações de trabalho”, denuncia.

Fonte: Imprensa Seeb Pelotas

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