Mulheres, crianças e idosos: 60% das vítimas de ataques de Israel contra residências em Gaza

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Fonte : Opera Mundi Com informações de Associated Press e RT.com

Foto : Muhammad Sabah, B’Tselem/Opera Mundi

Um levantamento realizado pela agência de notícias Associated Press concluiu que 508 das 844 vítimas de ataques aéreos de Israel em áreas residenciais da Faixa de Gaza durante a operação “Margem Protetora” eram mulheres, crianças e idosos.

A AP investigou somente ataques que tiveram como alvo áreas residenciais – 247 das cerca de 5.000 investidas aéreas das forças israelenses contra Gaza entre junho e julho de 2014. A agência concluiu que 96 pessoas, pouco mais de 10% das vítimas, eram militantes de diferentes grupos de resistência palestina. Outros 240 eram homens com idade entre 16 e 59 anos que não tinham relação com nenhum grupo armado.

Das 844 vítimas, 508 eram mulheres, crianças e pessoas idosas. Crianças com menos de 16 anos somam 280 mortos, um terço do total. Entre estes, 19 bebês com menos de um ano de vida e 108 com idades entre um e cinco anos.

Apesar de leis internacionais proibirem que áreas residenciais sejam alvos de ataques aéreos, Israel defende a legitimidade dos ataques alegando que militantes utilizam casas de civis para armazenar armas e esconder centros de comando.

“Nossa posição é clara: Israel não cometeu crimes de guerra”, declarou Emmanuel Nahshon, porta-voz do ministério de Relações Exteriores, à AP. Autoridades israelenses afirmam que civis eram alertados para a iminência de ataques aéreos “sempre que possível”, através de ligações telefônicas ou de mísseis não explosivos, lançados antes dos ataques letais.

Pessoas palestinas, no entanto, sustentam que as forças armadas israelenses frequentemente atacavam sem nenhuma cautela para com a população civil. “Ou eles têm o pior exército do mundo, constantemente errando os alvos e atingindo civis, ou eles estão atacando civis deliberadamente”, declarou Hanan Ashrawi, porta-voz palestina. Quando a população civil se torna a maioria entre as vítimas, “você não pode mais chamar de ‘efeito colateral’”, afirmou.

Segundo a ONU, o conflito de meados do ano passado deixou 2.205 mortos. Destes, 1.483 pessoas, ou 66% do total, eram civis palestinos. Do lado de Israel, 66 soldados e seis civis morreram.

Em janeiro desse ano, a Palestina aderiu ao Tribunal Penal Internacional a partir de um pedido do presidente palestino Mahmoud Abbas, que solicitou também que o TPI investigasse os crimes cometidos durante o conflito, que durou 50 dias e foi o terceiro e mais pesado desde 2008 entre Israel e Hamas. O inquérito está em andamento e pode indiciar tanto israelenses quanto palestinos.

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