Movimento sociais protestam contra Reforma da Previdência, rumo à Greve Geral

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A Última sexta-feira (22) foi marcada pela primeira grande mobilização nacional de movimentos sociais contra a Reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Convocados por centrais sindicais e com adesão de partidos, os atos foram realizados em 26 capitais e outras cem cidades de todo o país. Em Pelotas, a manifestação iniciou às 17h30min no Centro da cidade e foi até 20h30min, com uma caminha na área central da cidade finalizando no Largo do Mercado.

Concentrados no entorno do chafariz do Calçadão, cerca de 500 trabalhadoras e trabalhadores de diversas categorias protestaram contra a PEC 06/2019, que estabelece mudanças previdenciárias. Dentre elas estão a ampliação da idade mínima para aposentadorias e a transição para um regime de capitalização individual em substituição ao atual.

Professora em três escolas da rede pública no Capão do Leão, Adriane de Souza Cazane, 51, se diz preocupada com o futuro. “Faltam só três anos para eu poder me aposentar. Mas quem garante que vou ter meus direitos preservados e receber um benefício digno que garanta o meu sustento?”, questiona.

Assim como Adriane, representantes de sindicatos e movimentos sociais demonstraram insatisfação com o projeto. Por cerca de duas horas, eles se sucederam em discursos e críticas. “O mais grave dessa PEC é acabar com o caráter solidário da Previdência e transformar em uma capitalização que só interessa aos bancos. É preciso rebater os argumentos do governo de que há um déficit gigantesco e que o projeto acaba com privilégios”, argumenta Hélder Oliveira, integrante da Frente Povo Sem Medo e um dos coordenadores da manifestação.

De acordo com a organização, há uma articulação nacional de centrais sindicais em torno de uma greve geral caso a Reforma da Previdência continue tramitando no Congresso Nacional.

Além de Pelotas, no Rio Grande do Sul também ocorreram mobilizações contra a PEC em Porto Alegre, Caxias do Sul, Passo Fundo e Santa Maria.

Fonte: Diário Popular e NPJ

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