Mônica Benício: palavras em comum entre Lula e Marielle são luta, resistência e injustiça

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no final da tarde desta sexta-feira (15), a visita da ativista Mônica Benício, companheira da ex-vereadora pelo Psol (RJ) Marielle Franco, e do escritor cubano Leonardo Padura. “Se há palavras que hoje a gente tem em comum entre Lula e Marielle são luta, resistência e também injustiça”, disse Mônica. “Encontrei um  presidente que me inspira a seguir lutando, e o recado é que a  gente siga com luta, resistência e esperança. Uma frase que ele disse me marcou foi que nunca tivemos tanto motivo pra lutar.”

Ela exortou a militância a seguir “na luta pelo presidente que mais fez pelo seu povo e pelo nosso país”, e pediu justiça a Marielle. “Uma vereadora que foi executada e o Estado ainda se exime de responder quem mandou matá-la.”

Padura disse que Lula agradece a todos os que lhe dão apoio. “Vimos um homem com força, com desejo de lutar e com uma convicção muito grande, um homem que merece toda a admiração e respeito de todas as pessoas boas do mundo”, afirmou o escritor, autor do consagrado livro O Homem Que Amava os Cachorros. Padura, crítico do regime cubano e aclamado internacionalmente, tornou-se amigo do ex-presidente e já o visitou no Instituto Lula.

Mônica também disse que uma frase citada por Lula (que ele já mencionou outras vezes) foi marcante na visita. “Em tempos de medo, o ódio procura se esconder dentro de um monstro e as pessoas procuram abrigo dentro do monstro.”

De acordo com ela, é preciso entender “que o momento é de resistência coletiva, que ninguém está sozinho, e que vamos seguir por justiça a Lula, a Marielle, até que a gente tenha a resposta de quem mandou matar Marielle e a liberdade de Lula, porque isso é em defesa da nossa democracia”.

Lewandowski

Em entrevista à revista Época publicada nesta quinta, o ministro Ricardo Lewandowski declarou que o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da questão da prisão após sentença de segunda instância deve ser pautado “com prioridade” pela corte, “especialmente porque afeta milhares de presos”.

“Minha posição sobre a prisão apenas após o trânsito em julgado é pública e notória. Trata-se de um direito fundamental, que tem a feição de uma cláusula pétrea”, disse o ministro.

As Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43, 44 e 54, que discutem a questão, aguardam julgamento no STF desde o final de 2017. Na época, o ministro Marco Aurélio liberou os processos para o Plenário, mas a ministra Cármen Lúcia, então presidente do tribunal, se recusou a pautar as ADCs durante todo o ano de 2018.

As ações seriam julgadas em abril de 2019, mas o novo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, a pedido a Ordem dos Advogados do Brasil, adiou a reunião para decidir o caso. Não há data definida.

Ricardo Stuckert
Ricardo Stuckert
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Fonte: RBA

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