Local do busto de Costa e Silva em Taquari deu lugar à Praça da Democracia

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Fonte : Sul21

Praça da Democracia. Esse é o nome com que foi batizado o espaço onde estava exposto o busto em homenagem ao ex-presidente Arthur da Costa e Silva, no centro de  Taquari, Região do Vale do Taquari. Aprovado na última segunda-feira (5) pela Câmara de Vereadores, o projeto foi transformado em lei nesta quarta-feira (7) pelo prefeito Emanuel Hassen de Jesus (PT), conhecido como Maneco.  A obra foi removida do local no dia 16 de dezembro por decisão do chefe do Executivo, em virtude dos resultados do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, no qual Costa e Silva, assim como os demais ex-presidentes da época da ditadura foram responsabilizados por violações aos direitos humanos.

A Praça da Democracia se localiza no entroncamento das ruas Osvaldo Aranha e José R. Castro, no centro do município e faz parte do Parque Zeferino Brasil, que abriga também a Lagoa Armênia, principal ponto turístico do município. Já o busto do ex-presidente, que é filho de Taquari, foi levado para a casa onde nasceu o militar e que foi transformada no Museu Costa e Silva.

De acordo com o prefeito, a iniciativa de dar nome ao espaço é uma forma de lembrar que hoje o país vive em um período muito diferente da ditadura militar. “Ao contrário de exaltar um período nebuloso do nosso país, vamos lembrar que estamos vivendo em uma democracia. O Parque Zeferino Brazil é um local que abriga os mais diversos públicos e é aberto para atividades variadas e para todo tipo de expressão artística. Nada mais justo termos um espaço ali dentro que lembre que estamos vivendo outra época. Em outros tempos, por exemplo, não poderíamos ter essa discussão ampla que gerou a retirada do busto e, por consequência, fez várias pessoas lembrarem da nossa história e repensarem sobre o passado e o presente do país”, explicou Maneco.

No dia 19 de dezembro, o Ministério  Público ingressou com uma ação civil pública para que o busto ex-presidente seja recolocado no local. Na época, o promotor João Pedro Togni disse que recebeu pedidos da comunidade para tomar providências, argumentando que a remoção da obra desrespeitou a Constituição Federal, que prevê  que os entes públicos devem proteger “os direitos culturais e os bens materiais portadores de referência à identidade e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.”  A ação ainda não julgada pela Justiça.

* Com informações da assessoria de imprensa da prefeitura de Taquari

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