Itamaraty censura até 2024 documentos de sua política sobre gênero

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Itamaraty decretou censura no acesso a documentos que expliquem o motivo pelo qual o governo brasileiro passou a rejeitar, na ONU, o termo “igualdade de gênero” ou “educação sexual” em resoluções e textos oficiais -até 2024. O governo Bolsonaro surpreendeu a Oorganização das Nações Unidas há três meses, quando passou a se aliar à Arábia Saudita e outros governos ultraconservadores, retrógrados.

A censura foi comunicada pelo Itamaraty a organizações não-governamentais (ONGs) que haviam solicitado acesso aos documentos,  por meio da Lei de Acesso à Informação. A informação é do jornalista Jamil Chade, em sua coluna no UOL. 

Um dos motivos mencionados para rejeitar o acesso foi o risco que o isso poderia representar para a posição negociadora do Brasil e mesmo à segurança nacional, sem que haja qualquer explicação plausível para isso. 

O jornalista ainda informa que a decisão coincide com a polêmica aberta pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que ordenou o confisco de um livro na Bienal em sua cidade. A obra trazia dois personagens homens que se beijavam. A censura também ocorre no momento em que o Brasil concorre a uma vaga no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Em seu documento de campanha, porém, a proteção aos grupos LGBT ou políticas de gênero desapareceram.

Nas Nações Unidas, relata o jornalista, o governo brasileiro surpreendeu há três meses quando passou a se aliar à postura dos sauditas e outros governos ultraconservadores no que se refere a temas relacionados com mulheres e família. Brasília e Riad, por exemplo, votaram juntas para retirar dos textos a referência à “igualdade de gênero”.

Fonte: Brasil 247

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