Greve Nacional da Educação irá mobilizar o país no dia 13 de agosto

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No dia 13 de agosto, a população ocupará as ruas novamente em defesa da educação pública e contra a Reforma da Previdência. A Greve Nacional da Educação, que tem como foco a contrariedade ao programa Future-se, terá a adesão da comunidade acadêmica da UFPel (docentes, técnico-administrativos e estudantes). Um ato no largo do Mercado Central acontecerá a partir das 16h30, com caminhada às 18h. 

A paralisação das categorias da UFPel na data foi deliberada em Assembleia Geral, convocada pela ADUFPel-SSind, pelo ASUFPel-Sindicato e pelo Diretório Central de Estudantes (DCE), realizada no dia 18 de julho no auditório do campus II. Até o dia 13, uma série de atividades de mobilização, organizadas pela Comissão de Mobilização irão ocorrer.

No dia 10 de agosto, será realizada uma edição do projeto “Universidade na Rua” no bairro Dunas, com o objetivo de levar à população informações sobre projetos de ensino e extensão que acontecem na Universidade. Além disso, nos dias que antecedem o ato (de 6 a 8 de agosto), ocorrerão ações de panfletagem pela centro de Pelotas. 

O 64º Conad do ANDES-SN deliberou pela construção de uma nova Greve Nacional da Educação em 13 de agosto. O Sindicato Nacional irá somar-se às demais entidades representativas de trabalhadoras e trabalhadores da educação. O novo dia de mobilização foi inicialmente convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), juntamente com outras entidades  representativas da educação, e posteriormente incorporado ao calendário de lutas da CSP-Conlutas.

O Future-se 

O programa Future-se foi apresentado pelo governo federal no dia 17 de julho. Com o pretexto de garantir a “autonomia financeira” das Instituições Federais de Ensino, ele propõe a captação de recursos junto ao setor privado, via fundos de investimento, privatizações do patrimônio e parcerias público-privadas. 

O projeto, de acordo com o Ministério da Educação, seria administrado através de um fundo privado. A administração deste seria realizada por uma instituição financeira, no regime de cotas. “Na nossa compreensão este é um projeto que efetivamente destrói a universidade, abrindo-a para o capital financeiro. Ao contrário do que o governo diz, da garantia da autonomia das universidades, ele as torna reféns do mercado”, aponta Celeste Pereira, presidenta da ADUFPel-SSind. 

A gestão das IFES (Instituições Federais de Ensino Superior), de acordo com o projeto, passaria a ser realizada por Organizações Sociais, de caráter privado, para as quais os servidores poderiam ser cedidos, o que abre uma incerteza em relação à carreira. 

Fonte: Assessoria ADUFPel

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