Governo do Estado e Cpers divergem sobre adesão à paralisação do magistério

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No segundo dia de greve nacional de professores e servidores da educação, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e o Cpers/Sindicato divergem na porcentagem de escolas paralisadas no Estado. A Seduc afirma que as aulas quase não foram afetadas. Segundo levantamento feito pela Secretaria, nesta terça-feira (18), do universo de 2.570 escolas, apenas 74 paralisaram totalmente, representando 2,8%, e somente 276 escolas aderiram parcialmente ao movimento, o que chega a 10,7%. Conforme a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira,  a adesão ultrapassou 60% das escolas no dia de hoje.

Segundo Rejane, entre as escolas que paralisaram totalmente, em Porto Alegre, estão o Colégio Estadual Júlio de Castilhos, o Colégio Estadual Protásio Alves e a Escola Estadual Coronel Afonso Emílio Massot. O movimento integra a paralisação nacional articulada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) em âmbito nacional. “Ontem, a média do Estado chegou perto de 60%. Hoje a realidade mudou. Tivemos mais escolas entrando na greve. O debate nas escolas acabou incentivando as pessoas”, diz a presidente do Cpers.

No segundo dia de mobilização, houve atividades por parte dos professores e funcionários da educação nos núcleos do sindicato e na Assembleia Legislativa do Estado. Na Assembleia, a categoria acompanhou a votação do projeto que autoriza os servidores públicos a incluírem pai e mãe como dependentes no IPE-Saúde.

Nesta quarta-feira (19), último dia de greve, está marcada uma tribuna popular, às 10h, na frente do Cpers. “Nossa pauta amanhã no debate será ‘falta de professores mito ou verdade?’ Vamos provar que é verdade”, diz Rejane, se referindo à entrevista do secretário estadual da Educação, José Clóvis de Azevedo, para aRádio Gaúcha, afirmando que a falta de professores no Estado é “um mito”.

As principais reivindicações do sindicato são o pagamento do Piso Nacional do Magistério pelo governo estadual, implementação de 10% do PIB na educação pública, criação do piso para funcionários de escola, mudança no vale refeição e nomeação de novos professores, que foram aprovados no concurso de 2013. Além disso, o Cpers defende o reajuste do piso de acordo com o custo-aluno e rejeita o Plano Nacional da Educação (PNE), pautas que não vão de acordo ao que a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação defende. “Somos contra o PNE, pois ele traz a meritocracia, estabelece os 10% do PIB somente para 2023 e prevê recursos públicos para a iniciativa privada. A CNTE já abriu  mão do reajuste do piso de acordo com o custo-aluno e defende o PNE, por isso nossa pauta é diferente”, explica Rejane.

Fonte: Sul21

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