Freixo: assassinato de Marielle tem mandante poderoso

Em discurso no plenário da Câmara nesta terça-feira 12, data em que a Polícia Civil prendeu dois suspeitos pela morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) criticou a demora da operação e lembrou da data do assassinato, que completará um ano na próxima quinta, dia 14.

“É tardia essa ação, é tardia. Foi um ano e eu não tenho dúvida… apresentaram hoje para não chegaram no dia 14 sem nenhum resultado. É claro que foi isso”, disse Freixo. “Não poderiam chegar a um ano sem nenhum resultado. Com testemunhas plantadas, com Polícia Civil sem se encontrar com o Ministério Público, com a Polícia Federal cumprindo o excelente papel de investigar a investigação”, completou.

“É um tempo inadmissível para não ter resposta. Sabemos que a resposta de hoje é também um posicionamento político, mas que bom que aconteceu. Que bom que sabemos, segundo a Polícia Civil, quem atirou. Mas não vamos nos calar diante disso. Não foi crime de ódio contra uma pessoa, mas movimento de ódio contra muitas pessoas”, disse ainda o parlamentar.

“Não vamos parar de perguntar sobre o mandante. Quem mandou matar? Dia 14 vamos às ruas”, anunciou Freixo. Para ele, que presidiu a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio, se tivessem investigado as conclusões na época (em 2008), talvez tivéssemos evitado a morte de Marielle.

O deputado também mandou uma mensagem dura contra parlamentares que segundo ele fizeram piada com a morte de Marielle. “Aos medíocres de plantão: o tempo será implacável com vocês, vocês que riem, quebram placas. Vocês serão esquecidos, ninguém lembrará que vocês existiram. A Marielle, morta, já é muito maior”.

 A assista ao discurso:

Fonte: Brasil 247

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