Flávio Bolsonaro é investigado pelo núcleo de combate à corrupção do MPF no RJ

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O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) é investigado pelo núcleo de combate à corrupção do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (7) pelo Jornal Nacional, da TV Globo, que dedicou uma matéria de 5 minutos em sua última edição para destrinchar os supostos esquemas que o filho do presidente Jair Bolsonaro estaria envolvido.

De acordo com o MPF, Flávio é investigado pelo órgão desde maio do ano passado por conta uma denúncia de um advogado relacionada às negociações de imóveis feitas pelo senador. O núcleo de combate à corrupção apura suspeitas em torno de um “aumento patrimonial exponencial” e “negociações relâmpago e extremamente lucrativas”.

Essa é a segunda investigação contra Flávio Bolsonaro pelo mesmo motivo. A primeira, no entanto, está no âmbito eleitoral e apura falsificação de documento público para fins eleitorais e de lavagem de dinheiro. A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro chegou a consultar a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para saber se a investigação deveria ser remetida para Brasília por conta do foro especial do senador. A PGR, no entanto, devolveu para a Justiça do Rio de Janeiro sob o argumento de que os fatos investigados foram antes de Flávio se eleger senador.

O mesmo procedimento deverá ser feito com a investigação criminal confirmada hoje.

Em nota, a assessoria de Flávio Bolsonaro declarou que o senador “é vítima de perseguição política e que ele repudia a tentativa de imputar irregularidades e crimes onde não há”.

Caso Queiroz 

A investigação confirmada hoje coloca ainda mais suspeitas sobre o caso Fabrício Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

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Queiroz é alvo de uma investigação no MPRJ que tem como base um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que aponta movimentações financeiras atípicas do amigo da família Bolsonaro. De acordo com o Coaf, Queiroz, enquanto assessor de Flávio, movimentou em sua conta mais de R$1 milhão entre 2016 e 2017, um valor incompatível com seu salário e patrimônio.

Essa movimentação suspeita incluiu um depósito de R$24 mim à primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Nem Queiroz e nem Flávio Bolsonaro prestaram esclarecimentos ao MP sobre as movimentações

Fonte: Revista Fórum

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