Flávio Bolsonaro diz não ter ido a depoimento por medo de ‘arapuca’

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Depósitos fracionados, valores avantajados e explicações rarefeitas. Esse é o resumo do imblóglio político-judicial que envolve os nomes do senador eleito Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Em entrevista à TV Record, Flávio seguiu o script da negação, o clássico roteiro de respostas diversionistas dos políticos encalacrados com denúncias estridentes: negou ‘tudo’. Quanto à ausência no depoimento agendado pelo Ministério Público do Rio, limitou-se a dizer que não foi porque temia uma “arapuca”. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “Flávio Bolsonaro (…) afirmou que o título de pouco mais de R$ 1 milhão pago à Caixa Econômica Federal deve-se ao financiamento deste imóvel [imóvel que alega ter financiado pela Caixa] (…) Flávio Bolsonaro afirmou que recebeu em dinheiro certa quantia da venda deste imóvel e que depositou o valor na própria conta. Segundo ele, foram depósitos de R$ 2 mil por esse ser o limite no caixa eletrônico.”

Segundo o jornal, Flávio alegou que as provas foram produzidas ilegalmente: “o senador eleito argumentou que tem foro especial perante o Supremo e que o Ministério Público do Rio produziu provas ilegalmente. O relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, decidirá sobre a competência da corte com o fim do recesso, que se encerra no dia 31 de janeiro.”

Sobre o depoimento em que o senador se ausentou, a matéria ainda informa que “Flávio Bolsonaro disse que não sabia, caso prestasse depoimento ao órgão, se estaria indo para uma “arapuca” ou para conversar com pessoas que avaliariam o caso com isenção.”

Fonte: Brasil 247

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