Encontro dos Banrisulenses enfatiza defesa do banco público

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Fonte : Comunicação/Fetrafi-RS

A defesa do Banrisul público e a participação efetiva dos trabalhadores nas mobilizações convocadas pelos sindicatos e Federação durante a Campanha Salarial foram os dois principais eixos, em destaque na abertura do 23º Encontro Nacional dos Banrisulenses. O evento – que acontece no Hotel Embaixador – em Porto Alegre, iniciou às 8h com o credenciamento de delegados e delegadas, vindos de todas as regiões do Estado. A mesa de abertura foi composta pelos diretores da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha e Denise Corrêa; pelo presidente do SindBancários, Everton Gimenis; pelo representante da Contraf/CUT Mauro Salles Machado e pelo presidente da CUT/RS, Claudir Nespolo. Também marcaram presença a vereadora de Porto Alegre, Fernanda Melchionna (PSOL) e o deputado estadual Adão Villaverde (PT).

O diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, agradeceu a participação massiva dos banrisulenses no evento. Segundo o dirigente sindical, além de definir as prioridades específicas dos trabalhadores, o Encontro tem o objetivo de debater e encaminhar a defesa da manutenção do Banrisul enquanto instituição pública, diante da iminente privatização.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, questionou as medidas do governo estadual, que já preparam estatais para a privatização, incluindo empresas do Grupo Banrisul. Segundo o sindicalista, a defesa do Banco como empresa pública é um dos principais desafios da Campanha Salarial. Para Gimenis, os banrisulenses não devem aceitar que a atual gestão pressione os trabalhadores, reduzindo o número de caixas ou através de outras formas de gestão que implicam na precarização das condições de trabalho.

Já o diretor da Contraf/CUT, Mauro Salles, defendeu a ampliação da mobilização a partir da participação efetiva dos colegas do Banrisul em todas as atividades da Campanha Salarial. O dirigente sindical também observou que a concretização dos últimos acordos aditivos só foi possível devido às grandes greves realizadas pelos trabalhadores do Banrisul, que obrigaram a diretoria anterior a negociar de maneira efetiva. Ele lembrou ainda, que antes de 2010 não havia sequer a negociação do aditivo.

O presidente da CUT/RS, Claudir Nespolo, salientou o papel da CUT na defesa de projetos políticos que garantem avanços à pauta dos trabalhadores. Ele enfatizou a importância da organização sindical dos bancários e da Convenção Coletiva de Trabalho de abrangência nacional. O sindicalista também aproveitou a oportunidade para convocar os banrisulenses para uma grande manifestação contra a atual política econômica, agendada para o dia 28 de julho.

Nespolo disse ainda que diante da preparação de um amplo processo de privatização das empresas estatais no RS, os banrisulenses devem olhar os demais servidores como colegas, buscando unificar as ações em defesa do patrimônio público.

A diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa, encerrou as manifestações da mesa de abertura do Encontro Nacional, ressaltando o papel de vanguarda dos banrisulenses na Campanha Salarial. A dirigente também enfatizou a necessidade da construção de uma pauta específica, que contemple as diversidades e as expectativas do quadro de trabalhadores do banco. Na avaliação da sindicalista, esta pauta será crucial para inserir os banrisulenses de forma massiva nas mobilizações da Campanha.

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