Em surto mais grave da história, ebola já matou 3,3 mil pessoas em seis meses

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Fonte: Opera Mundi / Agência Efe

Foto: Agência Efe

No maior surto desde que o vírus foi descoberto há 40 anos, 3.338 pessoas já morreram e 7.178 foram infectadas pelo ebola na epidemia que já dura seis meses. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (02/10) pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A propagação do vírus continua em ascensão em Serra Leoa e também na Libéria, enquanto a situação na Guiné “parece mais estável”, afirmou Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon.

O porta-voz acrescentou, no entanto, que em situações como esta, um comportamento estável na transmissão do vírus “ainda é uma grande preocupação e pode mudar rapidamente”.

Libéria, Serra Leoa e Guiné são os países nos quais o surto foi mais letal desde que surgiu, há seis meses — o vírus chegou com um impacto menor a outros países da África.

Após a confirmação ontem do primeiro caso de ebola nos Estados Unidos, autoridades de saúde norte-americanas disseram hoje que até 100 pessoas podem ter tido contato direto ou indireto com o primeiro paciente diagnosticado com o vírus fatal nos EUA.

“Em um excesso de cautela, trabalhamos com esse número muito amplo, incluindo pessoas que tiveram encontros breves com o paciente ou com sua casa. O número cairá enquanto centrarmos o foco naqueles cujo contato possa representar um potencial risco de infecção.”, disse a porta-voz do Departamento de Saúde do Texas, Carrie Williams.

Libéria

Também hoje, governo da Libéria anunciou nesta quinta-feira medidas para restringir o acesso dos meios de comunicação aos centros de saúde que oferecem tratamento para pessoas contaminadas pelo vírus do ebola no país.

As autoridades liberianas estabeleceram áreas restritas de atendimento aos pacientes com ebola, onde serão proibidos fotos, vídeos e gravações de áudio.

“É necessário melhorar o entendimento da situação em que se encontra o sistema de saúde na Libéria em nível local e mundial”, disse o vice-ministro liberiano de Saúde, Tolbert Nyenswah, em entrevista coletiva.

O governo defende que ao restringir as informações relacionadas à luta contra o ebola, protegerá a privacidade dos pacientes e dos trabalhadores, assim como a saúde e a segurança de jornalistas locais e internacionais.

A Libéria já havia anunciado hoje a intenção de processar o paciente liberiano infectado pelo ebola que levou a doença aos EUA, pelo fato do homem ter mentido no questionário de triagem no aeroporto ao sair da África.

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