Em meio a protestos em Ferguson e Nova York, Obama revisa militarização da polícia nos EUA

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Fonte: Opera Mundi

Devido à onda de protestos e as denúncias de violência policial, desencadeadas pela morte do jovem negro Michael Brown nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama ordenou uma revisão integral da estratégia pela qual o governo permite que as polícias locais obtenham equipamentos militares sofisticados, fato que se generalizou após ataques de 11 de setembro de 2001.

Os manifestantes que protestaram contra a morte de Brown em Ferguson, em Missouri, enfrentaram uma polícia equipada com fuzis de assalto e veículos militares. Desde os ataques às torres gêmeas, policiais podem ser equipados com aeronaves, óculos de visão noturna e veículos resistentes a bombas ou minas.

“É necessário olhar para saber se o equipamento militar que está sendo adquirido é para os fins adequados”, disse o secretário de Justiça, Eric Holder, em um comunicado enviado ao jornal The New York Times.

A brutalidade com que agem os policiais tem sido denunciada por manifestantes de todo o país. Em Nova York, como nos protestos em Ferguson, os manifestantes carregavam cartazes pedindo justiça para as mortes provocadas pelos agentes e gritavam palavras de ordem, incluindo, “Mãos ao alto, não atire.”

Os manifestantes também reivindicavam punição para a morte de Eric Garner, pai de família negro, que morreu no mês passado após ser detido pela polícia de Nova York com um golpe de estrangulamento proibido.

O legista da cidade determinou que a morte foi um homicídio. Os policiais o teriam matado comprimindo seu pescoço e seu peito, enquanto o prendiam por vender cigarros avulsos. Os problemas de saúde de Garner, incluindo asma e obesidade, foram fatores que contribuíram para a morte, disse o legista.

Velório de Brown

A Casa Branca anunciou que enviará três representantes ao funeral de Michael Brown na segunda-feira (25/08). Os funcionarios são Broderick Johnson, acompanhado por Marlon Marshall, natural de St. Louis que compareceu à escola secundária para dar suporte à mãe de Brown, e Heather Foster. Marshall e Foster são partes do Escritório da Casa Blanca de Participação Pública.

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