EDUCAÇÃO E INCLUSÃO: O PROCESSO CIVILIZATÓRIO (Por Álvaro Barcellos)

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No processo de desenvolvimento e evolução dos povos, aspectos como educação, cultura e produção de saber sempre desempenharam papel central.

Embora diploma “não encurte orelha”, não restam dúvidas de que quanto mais for negado aos povos seu acesso aos bancos escolares, melhor para os poderosos que hegemonizam o processo no capitalismo.

Atualmente, isso se dá de modo mais forte: os neonazistas tomam conta do poder formal neste momento, e conseguem ridicularizar o país, reforçando o tal “complexo de vira lata”.

Praticamente todos os preconceitos que mancham nossa história, voltam com grande força e somam-se a outros tantos. O atual governo aposta no achincalhamento – uma espécie de ridicularização institucionalizada – contra gays, negros, indígenas, mulheres, portadores de necessidades especiais, entre outros, na linha terrível do que faz a Klan, grupo abominável, cujo ódio e perseguições são a tal ponto próximos do governo Bolsonaro que acabaram por apoiá-lo.

Enquanto os governos de Lula e Dilma investiram em uma série de políticas de inclusão também na área educacional, onde passamos a ver muito mais pessoas de baixa renda, e negros, e até indígenas nas universidades brasileiras, hoje o quadro triste vai na direção oposta, minando essas universidades, que passam a ser ameaçadas.

A confusão de informações mal digeridas fazem com que muitas pessoas do povo reproduzam mecanicamente discursos terríveis, com bobagens inacreditáveis contra figuras como Darci Ribeiro, que além da questão educacional, também trabalhou aspectos antropológicos, e o próprio Paulo Freire, que encarava a educação como troca de saberes e como alternativa libertária. Ambos são mundialmente estudados e prestigiados. Mas não aqui. Por aqui, trogloditas e neo evangélicos (em grande parte) investem pesadamente no embrutecimento e nas trevas. Aliás, o compositor Gonzaguinha já alertava: a escuridão é a arma do ignorante.

Eis o ponto: quanta gente que NUNCA leu um livro e nenhum filósofo (e portanto nada sabem de Nietzsche, de Schopenhauer, de Marx…), mas que saem por aí enchendo a boca para falar num sujeito sofrível, que foi criando asas, chamado Olavo de Carvalho, sujeito obscuro, mas que virou guru e conselheiro de Bolsonaro.

Falar nisso, o próprio presidente, que já admitiu que não nasceu para o cargo (conclusão tardia, hem?!!!), já com três meses de “mandato” recheados de fakenews, anda pedindo “desculpas pelas caneladas”. Bem melhor e mais digno seria renunciar e propor novas eleições livres. Ao invés de ficar vergonhosamente bajulando os estados unidos e oferecendo nossas mulheres a turistas estrangeiros, e cortando e cortando e cortando verbas de universidades públicas.

Tudo isso por um propósito: perpetuar as coisas, que pioram muito a cada dia, investindo na cegueira e nas trevas da ignorância – na qual facilmente pode-se conduzir o pobre rebanho.

Fonte: Álvaro Barcellos – Colunista RádioCom

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