Documentário sobre Mário Lago mostra as diferentes faces do artista e militante

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Estreia em São Paulo, nesta quarta-feira (23), às 20h, no Espaço Itaú de Cinema (Rua Augusta, 1.470), o documentário “Mário Lago”. Dirigido por Marco Abujamra e Markão Oliveira, o filme faz parte da 37° Mostra Internacional de São Paulo, que acontece até o dia 31 de outubro.

 

Autor de clássicos da música brasileira como “Ai, que saudades da Amélia” e “Atire a primeira pedra” (ambos com Ataulfo Alves), Lago, nascido em 1911, se definia como um “sambista, ator e autor”.

 

Representando, o artista destacou-se em todas as mídias por onde passou, tendo sucesso de público no rádio, no cinema (“Terra em Transe”, de Glauber Rocha) e na televisão (“O Casarão”, “Barriga de aluguel”, “Hilda Furacão”, etc).

 

Outro ponto evidenciado pelo filme é seu envolvimento político, uma vez que fez parte dos quadros do Partido Comunista Brasileiro por vários anos, tendo sido preso e perseguido pela ditadura Vargas e pela ditadura militar.

 

Com 96 minutos de duração, o documentário apresenta episódios narrados pelo próprio Lago e depoimentos de amigos e companheiros de profissão, além de cenas de arquivo, como The Andrews Sisters cantando “Aurora” com Abbott e Costello no filme “Hold That Ghost “, de 1941.

 

Apreciador da vida boêmia da Lapa, o carioca Mário Lago viveu intensamente e acompanhou de perto as transformações que passou o país nos seus 90 anos de vida. “Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra”, dizia o artista, morto em 2002.

Fonte: Brasil de Fato

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