Diversidade e Inclusão: Barraca da Saúde na comunidade indígena Fág Nhin

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No último Sábado (6) o projeto de extensão do curso de enfermagem Barraca da Saúde realizou a sua saída de campo mais longa, desta vez o destino foi a comunidade indígena Fág Nhin, na Lomba do Pinheiro em Porto Alegre.

O projeto de extensão Barraca da Saúde é um projeto do curso de enfermagem em conjunto com a Pró Reitoria de Extensão e Cultura da UFPel (PREC), coordenado pela professora Michele Mandagará e composto por alunos de diversos cursos nas áreas da saúde, biológicas, exatas e humanas, culturas indígenas e quilombolas, que tem por objetivo levar assistência física e psicológica às comunidades em vulnerabilidade, proporcionando troca de conhecimento entre universidade e comunidade.

O longo trajeto da viagem e o clima nublado não impediu, nem desanimou os estudantes para realizarem as atividades, as quais variaram desde jogos educacionais até atendimentos médicos e odontológicos finalizando com um churrasco tradicional gaúcho. Contou também com a colaboração do Laboratório de Cuidado em Saúde e Plantas Bioativas, outro projeto de extensão vinculado à universidade.

Para o graduando em enfermagem e membro da comissão representativa da Barraca da Saúde no evento, Josué Sousa, a experiência foi inovadora

“É algo completamente novo, outra realidade e outro ambiente. Ver a Barraca inserida neste espaço que nós ainda não tínhamos, é desafiador.” e conclui, “Que possamos trazer educação e saúde”.

Já Ana Carolina, servidora da PREC e professora vinculada à Barraca, comenta sobre o orgulho de ter alunos ativos nos projetos extensionistas

“É de encher o peito de orgulho em ver as iniciativas do projeto barraca da saúde, com os movimento dos estudantes, e é muito bom que os discentes estão sendo protagonistas dentro da extensão”.

Em Porto Alegre há outros projetos em prol das comunidades indígenas, como o Saberes Indígenas, coordenado pela professora Ana Brum, que comenta

“O projeto prevê a formação e preparação de professores indígenas para tornarem-se docentes de suas aldeias”, com o intuito de desenvolver a melhoria da educação e relações comunicativas, afirma.

Até pouco tempo, uma criança das tribos kaingang ou guarani não tinham acesso aos livros e materiais de acordo com a língua do seu próprio povo, fazendo com que a alfabetização fosse mínima ou inexistente, possuindo a língua portuguesa como única opção. Segundo o site do Ministério da Educação, a ação oferece letramento e numeramento em língua indígena, com o propósito de resgatar e manter a cultura, auto-estima e autonomia.

“Hoje o que nos distingue diante a sociedade branca é saber falar nosso idioma, educar nossos filhos a saber e praticar suas culturas […] Onde existem terras indígenas demarcadas, é lá que existe vida” afirma Darci Emiliano, kaingang doutorando em Educação Ambiental pela Fundação Universidade de Rio Grande (FURG).

Por: Jéssica Alves, Jéssica Lopes (Estagiárias no programa Contraponto) e
Gisele Moraes

Uma resposta

  1. Iva Medeiros

    Que orgulho!!

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