“Discurso da austeridade vai sair caro ao trabalhador”

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Fonte : Brasil de Fato (Bruno Pavan)

Foto : Roberto Parizzoti

“Nem que a vaca tussa” Dilma Rousseff mexeria nos benefícios trabalhistas do país. Essa foi a promessa feita durante a campanha eleitoral do ano passado. Mas, no último dia 30 de dezembro, foi anunciado um dos ajustes estruturais prometidos pela nova equipe econômica do governo que mexe em direitos como seguro- desemprego, pensão por morte, auxílio doença e abono salarial.

Anunciadas como medidas para “corrigir distorções e fraudes”, a partir de agora, para o trabalhador ter acesso ao seguro desemprego, por exemplo, terá que comprovar ter trabalhado 18 meses, durante os dois últimos anos a sua dispensa.

As principais centrais sindicais brasileiras soltaram uma nota nesta terça-feira (13) criticando a medida e lembrando que o governo havia se comprometido a dialogar antes de tomar medidas como essas.

“Essa nova equipe econômica tem destilado opiniões que vem levantando muitas preocupações. É a hora de deixarmos para trás esse modelo de tripé macroeconômico e taxar as grandes fortunas, baixarmos os juros para não fazermos o jogo do rentismo”, explicou o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB), Adilson Araújo.

O começo de 2015 já foi marcado por ameaças de mais de 1 mil desempregados nas fábricas da Volkswagen e da Mercedes, no ABC paulista. Adilson chama atenção para as políticas de desonerações promovidas pelo governo nos últimos anos e que na primeira oportunidade, as empresas transferem o preço da retração econômica para as costas do trabalhador.

Mobilização social

CUT, CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central e CSB já marcaram duas mobilizações contra as medidas provisórias. A primeira será no dia 28 de janeiro, quando será decretado o Dia Nacional de Lutas, e haverá protestos em diversas capitais do país. A segunda é no dia 26 de fevereiro, na Marcha da Classe Trabalhadora, em São Paulo.

Para Adilson, os movimentos e sindicatos devem ir pra rua para defender os direitos do trabalhador e não vê contradição em ter apoiado o governo nas eleições e pressiona-lo agora.

“Cumpre a nós lutar por políticas que vão melhorar a vida do trabalhador. Se hoje estamos numa posição melhor do que anos atrás é porque o modelo de crescimento foi outro, com mais distribuição de renda e geração de emprego. Qualquer medida tomada diferente disso é fazer o jogo dos derrotados nas eleições”, criticou.

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