CUT Completa 35 anos e enfrenta novamente um Estado de exceção

postado em: Sem categoria | 0

O surgimento da CUT em 28 de agosto de 1983, em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, se deu em meio a um regime ditatorial, prestes a completar duas décadas, e a uma grave crise econômica, traduzida em arrocho e desemprego. Nesta terça-feira (28), quando completa 35 anos, a central enfrenta outros desafios, alguns bem parecidos: contra um Estado de exceção, contestando um golpe que destituiu uma presidenta eleita legitimamente, e que não cometeu crime, e reivindicando eleições democráticas em 7 de outubro, com a garantia da presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato.

“Nascemos do enfrentamento que ajudou a derrubar a ditadura militar e deu início à redemocratização deste país”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas, acrescentando que o atual golpe não destruiu, mas fortaleceu a entidade. A central “está à frente de todos os enfrentamentos contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas”.

De acordo com a central, atualmente são 3,980 entidades filiadas e 25,8 milhões de trabalhadores na base, sendo 7,9 milhões sindicalizados.

A Câmara dos Deputados realizou na segunda-feira sessão solene em homenagem à CUT, requerida pelos deputados Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), ex-presidente da central, e Erika Kokay (PT-DF), que comandou a entidade no Distrito Federal. O evento também lembrou os 39 anos da Lei da Anistia.

“Estamos lutando para que se faça justiça neste país, para que o povo brasileiro tenha consciência de períodos traumáticos da história, entre eles a ditadura militar”, disse Erika. “A CUT mantém uma coerência nos seus propósitos e na relação com suas bases. Ela se transformou na maior central sindical do Brasil e na quinta maior do planeta. Organizou-se e relaciona-se com o mundo de maneira fraterna, dando vasão ao ditado de que a classe operária é internacional”, afirmou Vicentinho.

Comentários estão fechados.