CPERS diz não à terceirização! Todos na mobilização do dia 29

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Fonte : CPERS

Na próxima sexta-feira, dia 29, o CPERS une-se ao Dia Nacional de Paralisação rumo a Greve Geral, organizado pelas centrais sindicais. O objetivo é intensificar as ações contra o PL 4330/04, projeto que regulariza a terceirização em todos os setores e que deve ir à votação, nesse dia, no Senado. A mobilização também mostrará a contrariedade as MPs 664 e 665, que atacam os diretos trabalhistas e previdenciários, e ao ajuste fiscal.
A concentração dos educadores ocorre às 11 horas, em frente à sede do Sindicato (Alberto Bins, 480). Ao meio-dia, a categoria soma-se a mobilização em frente a Fecomércio e às 13 horas o grupo segue em caminhada até o Palácio Piratini.
O CPERS orienta a direção dos seus 42 Núcleos para que se unam a paralisação em suas regiões ou construam atos unitários em suas cidades.
O PL 4330/04 representa a forma mais precária de trabalho, pois permite a flexibilização dos contratos de trabalho sem garantir os direitos dos trabalhadores. O que atualmente é obrigação do governo passa para as mãos de empresas privadas. É um caminho aberto para a privatização da educação pública.

Consequências para professores e funcionários de escola
– Os professores que possuem contratos emergenciais podem ser substituídos por educadores  terceirizados;
– Contratação direta, sem realização de concurso público;
– Podem voltar os temidos “contratos políticos”;
– Coloca em risco o Plano de Carreira dos educadores, conquistado após anos de luta.

Sem propostas, não há Mesa de Negociação
Desde o início do governo Sartori, o CPERS prioriza o diálogo e a negociação para avançar nas reivindicações da categoria. No entanto, o governo, até hoje, não apresentou nenhuma proposta concreta. No dia 14 de maio, ao invés de uma Mesa de Negociação, o governo realizou uma “Mesa de Apresentação”, sem sequer marcar uma data para apresentar a resposta as demandas apresentadas pelo Sindicato.
O Sindicato já mostrou a força de sua categoria quando reuniu mais de 2 mil educadores em frente a Secretaria da Fazenda e fez um sinetaço nas escolas de todo o Estado.
Agora, as sinetas do CPERS vão ecoar ainda mais forte pelo Rio Grande do Sul para denunciar o desvalorização do governo com os professores e os funcionários de escola.
A Caravana do CPERS em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores irá percorrer o Estado denunciando a falta de propostas do governo e o descaso com a educação pública gaúcha.
O governo do Estado deve aos educadores o pagamento dos 13,01%, de imediato, e a apresentação de uma proposta para pagar os 34,67% que ficaram do governo anterior.
É no mínimo incoerente que o governo nos diga que não há recursos para pagar o que deve, sendo que o governador sancionou para ele próprio, seu vice e seus secretários reajustes de até 64,9%.

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