Ato em Porto Alegre manifesta solidariedade à Palestina e critica Israel e seus financiadores

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Texto e foto: Alexandre Haubrich / Jornalismo B

Reunindo mais de 300 pessoas no fim da tarde desta segunda-feira, um ato convocado pela Federação Árabe Palestina do Brasil e pelo Bloco de Luta manifestou solidariedade à Palestina e exigiu o fim dos ataques de Israel. Além disso, os manifestantes também pediram o fim dos acordos comerciais que integram o governo do Rio Grande do Sul, algumas universidades gaúchas e a Elbit, uma das principais empresas armamentícias israelenses. No total, mais de 30 organizações participaram da construção do ato.

Iniciada em 8 de julho, a Operação Margem Protetora já levou à morte de mais de mil palestinos, a maioria civis, além de ferir mais de seis mil pessoas. São bombardeios por ar e mar, além de avanços por terra contra a Faixa de Gaza. Do outro lado, foguetes lançados pelo Hamas mataram cerca de 40 israelenses. O massacre do povo palestino tem contado com apoio político dos Estados Unidos, apesar do repúdio de boa parte dos países do mundo, inclusive da ONU. Recentemente, uma nota do governo brasileiro criticando as ações de Israel contra a Palestina gerou reações agressivas do governo israelense, tendo um porta-voz de Israel no Brasil afirmado que o Brasil é “um anão diplomático”. Por todo o Brasil, dezenas de sindicatos, movimentos populares e entidades têm manifestado repúdio às ações de Israel e construído atos públicos contra o genocídio do povo palestino.

No ato desta segunda-feira em Porto Alegre, os gritos e cânticos de apoio aos palestinos juntou-se a críticas ao governo gaúcho e às universidades que recentemente firmaram parcerias com a Elbit. Também o Grupo RBS, que domina a comunicação no estado, foi lembrado: “RBS sionista!”, cantaram os ativistas.

A concentração começou às 18h na Esquina Democrática, histórico ponto político e cultural da cidade, na esquina entre a Avenida Borges de Medeiros e a Rua dos Andradas. Ali, após algumas falas de ativistas ao megafone, uma apresentação teatral do Cambada Levanta Favela chamou a atenção de quem passava para as violações na Faixa de Gaza. Em seguida teve início uma rápida caminhada pelo Centro da cidade.

Descendo a Avenida João Pessoa, os manifestantes seguiram até o Campus Central da UFRGS. A palavra de ordem que guiou a caminhada foi clara: o canto de “Somos o povo, e a Palestina nós vamos libertar” se alternava nas gargantas indignadas com “Te cuida! Te cuida! Te cuida sionista! A América Latina agora é toda Palestina!”. Duas garotas carregavam uma faixa escrita em árabe: “Palestina livre”. Em frente à UFRGS, os manifestantes pararam o trânsito por cerca de meia hora, cantaram em solidariedade ao povo palestino, e penduraram uma faixa nas grades que cercam o campus: “UFRGS + Elbit = Genocídio”, seguindo em seguida para o Largo Glênio Peres, onde encerraram o ato com a promessa de voltar às ruas pela Palestina até o fim dos ataques à Gaza.

Universidades

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