Ato em Porto Alegre denuncia apoio midiático à Ditadura e pede democratização da comunicação

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O ato do Bloco de Lutas nesta quinta-feira teve um alvo claro: o jornal Zero Hora, do Grupo RBS, maior rede regional de comunicação do Brasil. O jornal está completando 50 anos, já que nasceu com o espólio do que era a Última Hora, de Samuel Wainer. A Última Hora, apoiadora de João Goulart, foi fechada logo depois do golpe de 1964 e, um mês depois, nasceu Zero Hora em seu lugar. O protesto dessa quinta foi a lembrança dessa história e um grito pela democratização da mídia.

Cerca de 150 manifestantes se reuniram no Largo Zumbi dos Palmares. O Bloco de Lutas foi ao ato desfalcado de dois grupos políticos que o compõem: o PSTU e o coletivo Juntos, ligado ao PSOL, não participaram da manifestação. A concentração alongou-se até quase oito horas da noite, quando o grupo saiu em caminhada pela rua João Alfredo, na Cidade Baixa. Cartazes com os dizeres “RBS mente” foram colados em paredes e orelhões. A caminhada entrou na Avenida Érico Veríssimo, por onde seguiu até a esquina com a Avenida Ipiranga. É na esquina entre essas duas avenidas que está a sede do jornal Zero Hora, mas a reforçada e ostensiva presença da Brigada Militar obrigou os manifestantes a pararem antes de atravessar a Ipiranga, sem se aproximar do prédio. Antes, durante a caminhada, os militantes já haviam se deparado com policiais do Choque protegendo uma agência bancária e a sede da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Os gritos e as falas no carro de som foram em sua maioria ataques ao jornal Zero Hora, ao Grupo RBS e à Rede Globo, além de manifestações pedindo a democratização dos meios de comunicação. As lembranças do apoio da RBS e da Globo à Ditadura Militar estiveram sempre presentes. Nas proximidades do prédio de Zero Hora, integrantes do Bloco pintaram um grande “RBS MENTE” no asfalto. Em seguida, exemplares do jornal foram queimados.

O próximo ato está marcado para o dia 15 de maio, quando mobilizações populares devem se espalhar por diversas parte do mundo.

Fonte: Jornalismo B

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