Almanaque do Bicentenário de Pelotas apresenta seu Volume 2

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Está confirmado para as 19h da próxima segunda-feira, dia 26, na Bibliotheca Pública Pelotense, o lançamento do Volume 2 do Almanaque do Bicentenário de Pelotas, que apresenta o trabalho de 18 pesquisadores e mais de 1.000 imagens sobre a cidade. O livro é financiado através da Lei de Incentivo à Cultura do RS, o Procultura RS, e foi criado para comemorar os 200 anos do município de Pelotas. O projeto, que é realizado pela Gaia Cultura & Arte, é dividido em três volumes, sendo que o 3º Volume tem previsão de lançamento para dezembro de 2014. O Almanaque não será comercializado. Sua distribuição será gratuita e dirigida para bibliotecas, instituições de ensino, entidades públicas e imprensa.

Em 576 páginas, as pesquisas têm como temática o resgate, a partir de 1912, da cena da Arte e Cultura na cidade, abordando o teatro, música, cinema, literatura, arquitetura, carnaval, o doce, iconografia urbana, dança, editoras e tipografias da cidade, o espectro da escravidão e os primórdios do surgimento de Pelotas. “Daria pra dizer que temos a temática de arte e cultura da cidade neste volume, elementos muito fortes da identidade local”, resume Duda Keiber, coordenador geral do projeto. A coordenação editorial ficou a cargo de Luís Rubira, que junto com Guilherme Pinto de Almeida, pesquisador iconográfico, reuniu mais de 10 mil imagens através de empréstimos e doações. “Talvez este tenha sido o trabalho mais difícil, o de escolher somente mil entre imagens tão raras de uma cidade que gostaríamos de mostrar”, explica Rubira. As fotos retratam raridades históricas de uma outra Pelotas, dos bondes como meio de transporte, da construção da ponte de ferro do canal São Gonçalo, além de textos que ajudam a conhecer melhor a tradicional cidade do sul do Brasil.

O Almanaque do Bicentenário de Pelotas tem o patrocínio da Josapar S/A e da Biri Refrigerantes.

Pesquisadores participantes do Volume 2 do Almanaque do Bicentenário de Pelotas.
Luis Rubira – Coordenação Editorial e Introdução do Almanaque
Simone Xavier Moreira – Dos Primórdios Culturais e Literários da Princesa do Sul
Isabel Porto Nogueira – De Músicas e Outras Histórias ou Por Entre Brumas e Ruas Planas de “Satolep”
Helena Prates – Pelotas no Palco: Uma Cidade Encena 100 Anos de História
Klecio Santos – O Reino das Sombras: Palcos, Salões e o Cinema em Pelotas
Eduardo Arriada e Elomar Tambará – Uma História Editorial: Tipografias, Editoras e Livrarias em Pelotas
Jarbas Lazzari – Pelotas, os Espectros da Escravidão e o Mundo Atlântico
Alvaro Barreto – Carnaval em Pelotas: dos Primórdios aos Anos 1940
Flavia Rieth e Marilia Floôr Kosby – Patrimônio: Região Doceira de Pelotas Atual e Pelotas Antiga.
Adão Monquelat e Valdinei Marcolla – Pelotas, Uma Outra História
Fábio Vergara Cerqueira – Atenas do Sul: Recepção e (Re)Significação do Legado Clássico na Iconografia Urbana de Pelotas (1860-1930)
Ursula Rosa da Silva – Artes Plásticas em Pelotas
Helena Prates – Primeira Posição da Dança em Pelotas (e principais cenas do Theatro 7 de Abril)
Ester Gutierrez e Célia Gonsales – Pelotas: Arquitetura e Cidade
Guilherme Pinto de Almeida – Notas Introdutórias à Iconografia do Almanaque

Volume 1
No final de 2012 foi lançado o primeiro volume que teve como carro chefe a publicação completa da Revista do Centenário – trabalho realizado por João Simões Lopes Neto entre 1911 e 1912, quando foi secretário da Bibliotheca Pública Pelotense. Sendo a Revista simoniana um material extremamente raro, formado por oito fascículos, o Volume 1 tratou de resgatá-la, sendo impressos 1.000 exemplares do fac símile da Revista, além de textos do professor Luis Borges, Adão Monquelat e Valdinei Marcolla, Luis Rubira, e notas de Guilherme Pinto de Almeida. O Volume 1 do Almanaque do Bicentenário está disponível para consulta no site www.almanaquedepelotas.com.br.

Volume 3
O terceiro e último volume do Almanaque do Bicentenário de Pelotas terá temáticas como o comércio, a saúde, a indústria, o arroz, os trabalhadores, os índios, o Laranjal, a colônia, reflexos da escravidão, o período da Ditadura Militar em Pelotas, entre outros. Essas pesquisas já estão envolvendo em torno de 18 pesquisadores locais. A previsão do lançamento é para dezembro de 2014.

Fonte: Ecult

Foto: Desembarque na Estação Ferroviária de Pelotas. Vista desde a Praça Rio Branco. Década de 1920. FI: Cartão Postal (excerto)/ Fonte: Guilherme P. de Almeida/ Acervo: Fototeca UFPel.

Estação

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