ADUFPel adere à Paralisação Nacional dos Servidores Públicos Federais

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Fonte : Assessoria ADUFPel

O dia de hoje foi de mobilização da categoria dos Servidores Públicos Federais (SPF). Na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), os professores, conforme decisão tirada em assembleia, paralisaram as atividades acadêmicas e realizaram um cronograma de eventos. A ASUFPel também aderiu à Paralisação. Em assembleia ocorrida na manhã de hoje, os servidores técnico-administrativos deliberaram por interromper as atividades durante o dia. A categoria também votou e aprovou, no dia 7 de abril, indicativo de greve para o fim de maio.

Atividades do dia em Pelotas e Brasília

Na parte da manhã, os docentes entregaram na reitoria a pauta local de reivindicações, sendo recebidos por Lorena Gill e Paulo Koschier, assessores do órgão. “Seria importante uma resposta até a próxima assembleia, para que possamos dar retorno aos professores”, afirmou Beatriz Franchini, membro da diretoria da ADUFPel. Os assessores responderam positivamente ao pedido, comprometendo-se perante os presentes. Junto aos professores na entrega, estiveram também os estudantes Rodrigo Rosa e Júlio Câmara.

Pela tarde, às 14h, teve início um ato na Casa do Estudante Universitário (CEU) da UFPel. Houve um abraço simbólico à Casa, que vem sofrendo com a falta de estrutura, superlotação e ataques racistas aos moradores. O último caso de agressões ocorreu no dia de ontem, quando estudantes da Agronomia foram até lá, às 7h, e realizaram uma comemoração tradicional, chamada de “agitação” em frente à Casa, a qual se repete anualmente, mesmo com o desagrado dos moradores. Incomodados com o barulho, os residentes da casa desceram para cobrar a saída dos estudantes. O episódio gerou confusão e uma moradora negra sofreu ato de racismo, segundo conta a estudante de Música Polyana Rocha, que também habita a Casa. “Um formando da Agronomia pegou uma camiseta, que dizia ‘Agronomia’, esfregou no rosto dela bem agressivamente e perguntou ‘você sabe ler, negrinha’?”, disse. Frente aos fatos e providos de um Boletim de Ocorrência, registrado por injúria racial, os moradores esperam providências da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), bem como pretendem levar o caso ao Ministério Público.

Enquanto isso, em Brasília/DF, ocorria a segunda reunião de negociação entre o Fórum das Entidades Nacionais dos SPF e o Ministério do Planejamento (MPOG) para avaliar as respostas às demandas protocoladas pela categoria. Ao mesmo tempo, acontecia um ato dos SPF em frente ao Ministério. A presidente da ADUFPel, Celeste Pereira, e o vice-presidente, Henrique Mendonça, estiveram no ato.

Um especialista, convidado pelo Governo, acompanhou a reunião e apresentou o panorama nacional geral junto à posição da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre as negociações. Na ocasião, foram apresentados dois estudos: um sobre o vale-refeição, que teria um aumento de R$82,00; e outro sobre o benefício de saúde, cujo ressarcimento não passa de R$24,00, nos limites máximo e mínimo. Os representantes dos SPF, que compunham a mesa, reiteraram que o objetivo é do encontro é avançar em propostas concretas de negociação e indicaram o dia 21 de maio para a próxima reunião. Em contrapartida, o Governo recusou marcar um novo encontro para a data sugerida. Durante a tarde, os servidores estão participando da Reunião Ampliada do Fórum dos SPF para tratar dos rumos da mobilização.

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