Corte na verba da UFMG prejudica pesquisa de combate ao câncer de fígado

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A política de corte de recursos das universidades públicas, promovida pelo Ministério da Educação (MEC), de Jair Bolsonaro, deve trazer consequências gravíssimas para a saúde do brasileiro.PUBLICIDADE

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em colaboração com o Yale Liver Center, dos Estados Unidos, identificaram uma molécula que pode ajudar no diagnóstico precoce do câncer do fígado, considerado um dos mais letais.

No entanto, as pesquisas estão seriamente ameaçadas pelos cortes nas bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapemig).

“Nós temos verbas até o mês de setembro. E as bolsas são de dedicação exclusiva. A gente teme pela pesquisa que pode ajudar até a combater diretamente o câncer de fígado”, declarou Rodrigo Machado, coautor do estudo, pesquisador e aluno do Laboratório do Cálcio do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG.

Bloqueio

Em 2019, o governo de Bolsonaro anunciou um bloqueio de R$ 2,13 bilhões no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o que prejudicou as bolsas do CNPq.

Além disso, a UFMG vem sofrendo com a suspensão de R$ 2,5 milhões da Fapemig, destinados a bolsas de iniciação científica, e de cerca de R$ 13 milhões para projetos liderados por professores.

“É uma situação muito complicada, porque este trabalho é muito promissor”, afirmou a líder da pesquisa, professora Maria de Fátima Leite, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do ICB.

Fonte: Revista Fórum

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